quarta-feira, 3 de julho de 2013

Chega

Se eu hoje, bater a tua porta, Não perguntes nada, deixa-me entrar. Não tentes falar em sexo, carência, desejos. Cala-te e olha para mim: Acordei despido, frio, demasiado sozinho. Talvez precise de alguém para partilhar O sabor do dia, o arrepiar dos sentidos, As palavras e sentimentos contidos, E simplesmente essa vida… Há dias assim, Quando a realidade aperta e dói mais, E das minhas mãos um bando de palavras Voa até ti, Por favor, deixa-me entrar. O nosso amor nem é drama nem comédia é uma mistura de tudo. Porque se nascemos num instante e num instante morremos , para nós um instante chega para a vida inteira.

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