terça-feira, 25 de setembro de 2012

Está quase perdido o que talvez não existe ;S

Olhei para o mar, como ele me consegue entender ou entendia. Tenho o coração e a cabeça numa confusão do tamanho do mundo. Caminhei pela areia, coisa que eu odeio pois prefiro estar sentado mas tinha necessidade de caminhar o meu lugar não era ficar a espera, há tua espera. Chorava mas eram lágrimas secas e sem sentido pois nunca te tinha tido era tão estranho sofrer daquela maneira. Enquanto caminhava pela areia sentia as ondas do mar a bater nos meus pés. Pelo caminho deixei cair as partituras das músicas que tinha escrito para ti, deixei cair a caneta que as escrevia enquanto chorava. Deixei cair a viola que sem saber tocar fiz-te uma serenata, espera estou enganado afinal cantei só para mim. A viola caiu no meio dum mar infinito assim como as memórias que imagino ter contigo. Porque é que eu acho que as minhas lágrimas são secas? Não as sinto deslizar na cara como em tempos senti. Custa-me mais estar aqui na incerteza sem ter como te dizer uma palavra. Mas o que me custa mais é saber que não confias em mim, que trouxe os teus medos de volta, que os teus fantasmas voltaram e que eu não impedi que eles entrassem. Sinto-me inútil na tua existência, não sou capaz de lutar por ti porque sinto que não vale a pena. A praia era um sitio que me fazia bem e neste momento ele incomoda-me. Cada passo que dou para a frente sinto que é um passo errado, por ti voltei a ser inseguro e não o queria. Não me compares eu não sou igual a ele, eu não falo da mesma maneira que ele, eu não te toco do mesmo jeito que ele, eu não te digo o mesmo que ele, não estás comigo da maneira que estavas com ele, ele não te trata como eu te trato a ti e mesmo assim tu corres para longe de mim. Também tenho passado mas não fiz deles uma sombra que me vai atormentar, quero esses medos fora de ti porque senão irei continuar aqui no meio de um monte de areia a chorar o que não tenho para chorar porque já me perdi no caminho de volta mesmo que seja perto de um coração vazio. Parece que tenho de montar um puzzle e esse puzzle és tu, és uma incerteza mas será que existes mesmo ou eu imaginei-te nesta cabeça confusa e cheia de pensamentos frustrados? Já não tenho certezas de nada nem de ninguém, pensei que tinha encontrado o meu abrigo onde nada interferia mas ainda chove lá dentro mesmo que sejam poucas as gotas que nela mergulham. Por fim deitei fogo ao piano onde fazia os sons perfeitos das batidas do teu coração, sim deveria ser uma bateria faz um barulho de ‘’pum,pum’’ mas falo de um piano porque o teu batimento cardíaco é doce como um som vindo de um piano, mas agora está queimado, assim como os meus dedos. Já não posso escrever nada para ti porque também queimei as mesas onde pousava o caderno com folhas brancas onde não tinha coragem de mergulhar :x Fugiste de ti e eu não sei como te encontrar, por isso fico pelo caminho, não me levas contigo se não valer a pena fico por cá. Foge de mim como tens feito, deixas-me no chão só de mostrares que tens medo do que te rodeia, se não queres arriscar não me leves a um precipício por favor. Não me faças fugir de mim e deixar estas sombras fazerem de mim a alimentação delas. Apenas memoriza tudo o que te disse mas não percas palavras pelo meio pois não as volto a repetir. O tempo está a esgotar e tudo muda a qualquer hora.

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