sexta-feira, 9 de março de 2012

gotas de nada

Hei-de escrever até que se sequem as lágrimas ou até que se seque o sangue que me corre dentro das veias. Hei-de escrever o amor que me transborda o coração e que ninguém quer acolher dentro do seu, hei-de escrever até me cansar a mão direita mas mesmo assim continuarei a escrever com a esquerda. E hei-de saltar e hei-de sorrir ao escrever, hei-de chorar e tremer, hei-de viver, reviver, inventar, reinventar… Hei-de escrever, por muito que digas que não, hei-de escrever os sonhos que foram em vão e as verdades que despiste com a mão da certeza incalculável que agora nem tu sabes se estava certa… Hei-de escrever enquanto choro de desilusão por me teres apresentado o oceano e só me teres dado uma gota.

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