domingo, 12 de fevereiro de 2012


Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego a minha alma à poesia
E os meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E levo-as para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E lanço-as, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que os meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E a minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me mete medo...

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