quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Apenas promessas

Tu prometeste ficar lembras-te? Prometes-te que ficarias do meu lado e não me deixarias “cair”. Prometes-te que nunca me deixarias. Prometes-te que não ias deixar que nada me magoasse, muito menos que irias ser tu a magoar-me.Tu prometeste-me que não me deixavas chorar.Tu prometes-te que não me ias deixar magoado só para não me veres chorar, e saber que o motivo eras tu. Porque tu não cumpres as promessas? Estou a chorar e o motivo és tu. E tu prometeste que nunca me irias magoar.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sentimento puro

Um dia eu conheci alguém diferente. Alguém que me deixou um sorriso e deixou-me ansioso. Todos os dias pareciam eternos simplesmente porque tinha encontrado alguém especial. Que assistiu a minha solidão e que me fez acreditar que estar sozinho é mais difícil de ser feliz. Os dias foram passando e aquele alguém especial e diferente tornou-se muito mais que isso. Tornou-se uma parte de mim, é como se a vida tivesse dois pés ou pegadas como queiram mas são as minhas pegadas e as dela. porque se não a tivesse nunca teria percorrido este caminho talvez fosse um diferente. Um dia conheci essa pessoa e hoje é tudo na minha vida, pois foi com ela que eu pude sentir pela primeira vez a felicidade e o amor. E essa pessoa, esse alguém foste tu. Foi assim... Tu foste chegando de mansinho, entrando devagarinho na minha vida, envolveste-me com o teu carinho e conquistaste o meu coração. Ao ouvir a tua voz estremeci. No primeiro toque quis fugir. No segundo toque não resisti e perdi-me e quando percebi já estava envolvido nos teus braços. No primeiro beijo enlouqueci. Na escuridão a beira mar, o mar cantava ao barulho das ondas. O teu cheiro voltou comigo e o teu sabor voltou comigo. Lembro-me de ti todos os dias e as saudades tomam conta de mim. Ter-te a a caminhar comigo pela vida e conseguir ser confiante, sem medo de errar mesmo errando, sem ter medo de me entregar porque já te entreguei tudo o que podia. É como andar pelas flores mesmo com arranhões, é ter-te e querer ser melhor é querer dar o melhor de mim é ver as coisas de uma forma diferente e ter força para lutar e vencer seja qual for o obstáculo. É poder olhar-te nos olhos em cada encontro e ficar com saudades a cada ida. Ter-te e ter-me a mim mesmo. É olhar para o meu coração e ver nele o batimento da minha vida que és tu. Encontrei mil razões para te amar e no entanto só bastava uma. Procuro todas as maneiras para te fazer sorrir. Procuro saber de onde surgiu o meu amor por ti. Procuro se esse amor surgiu do teu mais sincero sorriso , do mais fascinante olhar, de um gesto carinhoso, de uma palavra meiga mas sinceramente eu não sei. O mais forte sentimento que se chama amor onde tu fazes parte dos meus sonhos e moras no meu pensamento ficas a saber que o sentimento que tenho por ti me invadiu o coração e me deixa sem reacção. Apenas AMO-TE

sábado, 13 de outubro de 2012

afastamento? eu diria acabamento de memória

Queres que te dê um minuto? Dá-me apenas dois minutos. Corro e já estou cansado do caminho que escolhi, tentei ser aquilo que era e não consigo, estou farto das minhas atitudes e dos meus erros mas é assim que aprendo não é? Agora parei de correr e o que sinto é desilusão por não ter corrido mais, acho que estava perto do meu destino, devo-te muito mas não sei retribuir cada palavra que me dás, cada toque, cada olhar, pensei ser capaz de aguentar algumas coisas mas ligo ao pormenor mínimo mas o meu orgulho como dizes não ajuda nada não é? Agora percebo que talvez mereças melhor do que eu, talvez não seja capaz de te dar felicidade todos os dias como querias, não sou capaz de estar sempre bem e fingir que nada a minha volta não me afeta. Apenas dizes que te estou a tentar afastar quando não é nada disso mas como digo tenho dito palavras que não ouves, tenho estado como tu não vês. Não controlo as minhas emoções, não consigo esquecer nada do que me dizes, nem das coisas que não dizes. Sonhei alto contigo, agora são apenas sussurros nos meus ouvidos que eu sou incapaz de os entender. Estou incapaz de tudo e de nada, não tenho forças para aguentar com metade e tenho aguentado tanta coisa e tu não percebes o que aconteceu comigo, não entendes que estou partido, que estou vazio por dentro, no início era tudo tão bonito e agora? Se estiveres cansada de mim faz o que achares melhor para ti, mas não esperes de mim aquilo que eu não posso dar. Sim sou complicado e meio perdido no mundo mas se calhar deveria tomar uma atitudes e acabar com tudo. Felicidades a muita gente (:

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sem paciência ;s

Pensas que não me canso? Que vivo com este sorriso porque estou feliz? Enganas-te pois eu sou mais um abrigo do que a tua incapacidade de personalidade é capaz de fazer. Tens sempre que me estar a dizer que eu sou isto ou aquilo? Eu sou o que sou desde que nasci, desde que cresci depressa não tenho culpa que não tenhas acompanhado o meu crescimento como pessoa. Não sou o que pintas porque eu já estou pintado com a tinta que pintei o meu mundo e isso tu não me vais tirar. Quero sentir o que toda a gente sente mas está difícil, porque não deixas, não quero viver a vida que tenho só porque tu queres. Eu não me vou rebaixar a ti, não te vou fazer um pedido de desculpas quando te falar alto ou te responder torto. Eu não te vou dizer que és a melhor pessoa do mundo só quando me sabes fazer sorrir uma vez num ano. Fartei-me de me sentir um pedaço de nada ás tuas custas, deixas-te de me atingir a muito agra só me incomodas, a tua voz irrita-me e a tua maneira de estar chateia-me. Passo a minha vida a achar que a culpa e minha e passado este tempo percebi que a culpa é toda tua. Eu cresci apenas sozinho não foi com aquilo que tu me ensinaste. Não te devo nada, tu é que me deves a vida, eu não quero mal a ninguém muito menos a ti, mas o que me tens feito passar não se perdoa muito menos se esquece comparado a muita coisa na minha vida isto não é nada mas ao ouvir-te dizer certas coisas isso magoa, sabes o que isso é? Não, não sabes porque eu nunca te magoei, mas que fique claro que não me vais roubar o sorriso nem sequer te meter nas minhas decisões há muito tempo que já não tens uma única palavra a dar.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sabor amargo ;x

E quando sentes que já nada tem sentido? Quando achas que nada a tua volta tem valor? E assim que me sinto a algum tempo e tanta gente a minha volta e não percebe isso, tenho pena de perder pessoas que me marcaram e foram com um simples adeus. A partir daqui sou eu contra o mundo como se fosse um guerreiro numa luta, mas neste caso não tenho arma nem armadura para me defender do que o destino me reserva, queria perceber as pessoas mas porque é que tem de ser tão complicado? Porque que mudam num piscar de olhos e fazem cair lágrimas quando estamos felizes? Talvez até seja esse o sentido da vida mas até eu duvido disso. Duvido de tudo, de todos, de palavras, de atitudes, isso a mim esconde-me sempre alguma coisa. É o que me separa do tempo, é o que me faz paralisar e pensar num sentido único para a vida, mas não encontro, não sei se tenho rumo, não sei o que esperar dos outro nem tão pouco de mim. Agora que te tenho, sei que te vou perder quer queiras quer não. Sim estou a falar de ti e de ti e de ti. A vida esta sempre a mudar e eu ainda não me conformei em perder as pessoas, em alimentar as ilusões isso já eu aprendi. Quero viver e as pessoas não deixam, sou sempre eu a ter de lutar por ti? A fazer-te sorrir e tu deixares-me a chorar? Eu dar a minha vida por ti e tu não retribuíres? É que isto não são favores, apenas estas a brincar com pequenos pedaços do meu coração que um dia eu te pude dar e agora estão despedaçados ás tuas custas

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Inimigo? só o tempo (:

Fartei-me…. Sabes de quê? De ver muitas pessoas a queixarem-se da sua vida só porque nada tem corrido bem. Mas será que já pararam para pensar num relógio? A vida dele é sempre a mesma e não é fácil, só dá voltas não tem outra maneira para viver. São apenas ponteiros, e a tua vida é um ponteiro que só tu é que os podes controlar. Corres atrás do tempo? Enganas-te pois é ele que corre atrás de ti, é ele que faz com que os momentos acabem depressa porque o tempo passou a voar. É ele que faz com que tudo parece eterno e muitas vezes inacabado. Mas também já pensaste que ele faz durar mais tempo as coisas que menos queres? Que faz com que o que tu ames passe a correr? Luta, não deixes o inimigo chamado tempo te vencer, tens mais forças que isso. Sorri e ele vai chorar, não tenhas pena ele não morde. Corre e ele não tem como te agarrar, corre e vai atrás do que sempre quiseste não digas ‘’não faço, não vou porque não tenho tempo’’ tu é que o tens não é ele a ti, és tu que tens de aprender a controla-lo não ele a ti. Isto serve para tudo o que tens na vida, ninguém tem de te controlar, tu é que tens de ter as tuas prioridades, as tuas atitudes, a tua garra sem vim, põe as garras de fora e deixa-as afiadas para o que vem aí, não tenhas medo de nada nem de ninguém corre com o tempo, e vive o presente porque ele pode acabar quando menos esperares.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mata-me se não ficares !

Tudo não passava de meras palavras, e as atitudes onde estavam? Tinham fugido de nós, tinham escapado da nossa vida por muito que a quiséssemos. Encontra-me, traz-me de volta porque eu perdi o meu caminho. Estou no meio de uma rua onde por mero acaso passeava de mãos dadas contigo, está tudo tão diferente, as ruas não tem as mesmas calçadas, não tem o mesmo tom de cor que tinha. A placa com o nome da rua já não estava lá, assim como quando tentei por a mão a volta do teu pescoço e percebi que estava sozinho. A minha visão era a preto e branco, estava sozinho não via ninguém e sabes porque? Porque já nada se resume a ti, as lágrimas? Essas meu amor perderam-se no caminho como eu me perdia sempre que me dizias um até logo e viravas costas e desaparecias. Acompanhei cada passo teu, cada movimento, cada sorriso que me davas era uma dádiva no meio deste mundo completamente escuro. Agora? Tenho de acompanhar os meus movimentos porque são os únicos que posso ver, tenho de ser eu a sorrir sem ter um motivo. Paraliso no tempo quando nos meus olhos aparece a tua linda imagem é uma grande recordação tua, esses olhos que parecem duas estrelas. Meu amor onde é que tu andas? Sinto a tua falta e não estas comigo. Cheguei onde nos beijamos a primeira vez e o sítio está vazio, não tem vida. Vou embora, vou recuar para onde não deveria ter saído. Aparece anjo, agarra-me como em tempos me agarras-te, faz de mim o que tu nunca fizeste. Anda e foge comigo deixo tudo para trás por ti, deixo a minha vida para ter uma única vida contigo. Agora estou sentado em cima da cama que já partilhamos, estou a sorrir porque sim eu já não vou chorar por ti, vou sorrir porque foi assim que sempre quiseste. Tenho na mão o caderno onde só escrevo para ti, desistir de escrever? Ainda me dás vida para isso. A perfeição não existe mas fizeste a tua perfeição a tua maneira e como quiseste. Leva-me a lua nem que seja para me deixares lá, mas não me largues agora que me seguraste, não me deixes no teu caminho que eu ajudei a criar. O que é simples não compliques até parece que fomos feitos um para o outro mesmo ao sermos tão diferentes. Queima-me e deixa-me a arder por dentro eu não me importo, só me importo de não te ter, mas beija-me mesmo que seja uma ultima vez e podes ir mas irei ficar aqui sentado nesta cama que também é tua há tua espera porque eu não desisto de uma vida, porque de uma vida não se faz memórias primeiro tens de as viver.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Está quase perdido o que talvez não existe ;S

Olhei para o mar, como ele me consegue entender ou entendia. Tenho o coração e a cabeça numa confusão do tamanho do mundo. Caminhei pela areia, coisa que eu odeio pois prefiro estar sentado mas tinha necessidade de caminhar o meu lugar não era ficar a espera, há tua espera. Chorava mas eram lágrimas secas e sem sentido pois nunca te tinha tido era tão estranho sofrer daquela maneira. Enquanto caminhava pela areia sentia as ondas do mar a bater nos meus pés. Pelo caminho deixei cair as partituras das músicas que tinha escrito para ti, deixei cair a caneta que as escrevia enquanto chorava. Deixei cair a viola que sem saber tocar fiz-te uma serenata, espera estou enganado afinal cantei só para mim. A viola caiu no meio dum mar infinito assim como as memórias que imagino ter contigo. Porque é que eu acho que as minhas lágrimas são secas? Não as sinto deslizar na cara como em tempos senti. Custa-me mais estar aqui na incerteza sem ter como te dizer uma palavra. Mas o que me custa mais é saber que não confias em mim, que trouxe os teus medos de volta, que os teus fantasmas voltaram e que eu não impedi que eles entrassem. Sinto-me inútil na tua existência, não sou capaz de lutar por ti porque sinto que não vale a pena. A praia era um sitio que me fazia bem e neste momento ele incomoda-me. Cada passo que dou para a frente sinto que é um passo errado, por ti voltei a ser inseguro e não o queria. Não me compares eu não sou igual a ele, eu não falo da mesma maneira que ele, eu não te toco do mesmo jeito que ele, eu não te digo o mesmo que ele, não estás comigo da maneira que estavas com ele, ele não te trata como eu te trato a ti e mesmo assim tu corres para longe de mim. Também tenho passado mas não fiz deles uma sombra que me vai atormentar, quero esses medos fora de ti porque senão irei continuar aqui no meio de um monte de areia a chorar o que não tenho para chorar porque já me perdi no caminho de volta mesmo que seja perto de um coração vazio. Parece que tenho de montar um puzzle e esse puzzle és tu, és uma incerteza mas será que existes mesmo ou eu imaginei-te nesta cabeça confusa e cheia de pensamentos frustrados? Já não tenho certezas de nada nem de ninguém, pensei que tinha encontrado o meu abrigo onde nada interferia mas ainda chove lá dentro mesmo que sejam poucas as gotas que nela mergulham. Por fim deitei fogo ao piano onde fazia os sons perfeitos das batidas do teu coração, sim deveria ser uma bateria faz um barulho de ‘’pum,pum’’ mas falo de um piano porque o teu batimento cardíaco é doce como um som vindo de um piano, mas agora está queimado, assim como os meus dedos. Já não posso escrever nada para ti porque também queimei as mesas onde pousava o caderno com folhas brancas onde não tinha coragem de mergulhar :x Fugiste de ti e eu não sei como te encontrar, por isso fico pelo caminho, não me levas contigo se não valer a pena fico por cá. Foge de mim como tens feito, deixas-me no chão só de mostrares que tens medo do que te rodeia, se não queres arriscar não me leves a um precipício por favor. Não me faças fugir de mim e deixar estas sombras fazerem de mim a alimentação delas. Apenas memoriza tudo o que te disse mas não percas palavras pelo meio pois não as volto a repetir. O tempo está a esgotar e tudo muda a qualquer hora.

Limites no amor? ou acreditas que não és capaz?

'' o amor é mesmo assim .. será que tem limites? Começa a troca de palavras e uma mudança no teu dia até que aparecem a troca de olhares. Começam as saídas e as partilhas de uma vida, sim, porque começas a partilhar o teu passado, o teu presente com essa pessoa mesmo que estejas a ser inocente. Aparece o primeiro beijo, o primeiro toque, a primeira aproximação. Não estou a desviar o assunto estava apenas a referir algumas das coisas que acontecem antes de uma relação, porque não o amor não tem limites por muito que digas que sim. Sabes porque é que não tem limites? Eu explico. Sabes aquela pessoa a quem chamas namorado (a) um dia vai-se mostrar quem verdadeiramente é. As coisas vão aparecer, as mentiras mesmo que sejam mínimas existem, e sabes o que vai acontecer? Irão pedir desculpa a primeira vez e vais ceder. O que viveste sei que valeu a pena por isso não vamos apontar o dedo. Com ela sorriste, choras-te, perdeste horas a falar ao telemóvel, contaram coisas que nunca pensavam ter contado a ninguém. Quando estavam juntos era magia que existia, não existia mais nada para além de vocês. Passou um tempo e fizeram amor pela primeira vez, sentiste-te a única, a que ele queria. Se te arrependeste é porque ele não era o rapaz certo para ti, mas se não te arrependeste provavelmente ainda vai acontecer, costuma acontecer quase sempre. Mas falamos agora de limite, para ti o que é o limite no amor? Bem, para mim o limite é ter amor por mim próprio, ter uma ideia daquilo que posso ao não fazer, ser respeitado quando respeito a minha namorada, é ter confiança nela e naquilo que fazemos. Um amor tem limites, há coisas que só a vocês os dois diz respeito e ele conta? A quem? Aos amigos? Para quê? Mostrar que faz coisas que se calhar nem sabe da existência delas? Nunca mas nunca faças nada que saibas que te vás arrepender, não mostres nada que sabes que não é por ti mas pelo teu par. Perdoarias uma traição? Eu perdoei e não correu bem, fui traído a seguir e perdi o respeito que ela já não tinha por mim. Queres ser assim? Ter sombras atrás de ti? Faz tu uma linha com os teus limites, não te limites a mudar para agradar ninguém, porque se ele se apaixonou por ti quando te conheceu tu ainda não tinhas mudado. Perdoavas mentiras? Achas que ias perdoar? Falar é fácil eu sei mas perdoar mentiras vai a confiança ao ar, perde-se em segundos com uma simples mentira. Tens de viver um grande amor, mas não tens de te deixar iludir e enganar por coisas que tu juravas por tudo que não aconteciam. Não deixes que façam de ti um brinquedo, não deixes que te usem e que abusem do que não é deles. Não faças o que querem faz o que TU queres. Chora por amor, grita pelo vazio que tens dentro de ti mas não voltes a cair numa armadilha de onde conseguiste sair a primeira porque caindo a segunda não voltas a sair. Se conseguires sair? Então vais sair de rastos, vais achar que a culpa de tudo é tua, que podias ter feito melhor, que se calhar ele fez o que fez porque tu cedeste, até podes achar que o mundo é cruel, que a vida é apenas uma partícula de uma história esquecida entre memórias perdidas. Mas se passamos por isto é porque tem de ser é com erros que aprendemos, mas não precisamos errar tanto. Os meus limites num amor sempre foi ser respeitado, ter amor próprio, não mentir, não enganar, não trair, esperar com calma que tudo acontecia, mas achas que já não quebrei isto? Já mais que uma vez e não valeu a pena ter feito o que fiz, mas foi assim que aprendi. O mais importante é teres confiança em ti e acreditares que és capaz de superar muita coisa porque se assim não for desiste não podes tirar o véu a alguém com quem não vais casar.Mas não cedas o teu lugar. Não deixes as dúvidas para depois. Por isso age, e não fujas de ti, essas são as palavras que te digo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Se morrer? estou morto !

'' o mundo dá voltas e voltas .. e se eu morrer ? (...) '' Bem, se eu morrer o mundo fica sem mais uma alma perdida, sem mais uma pessoa neste mundo de falsidade e destruição, não do planeta nem pensar nisso mas em destruição de sentimentos. Porque sinceramente gostava de morrer agora, já não vejo motivos para cá estar, talvez nunca os tenha tido mas (…) Tu irias sentir a minha falta? Irias chorar por mim? Depois de tudo estar como está acho que não, ias rir-te de mim e dizer mais um que já lá está e que não irei sentir falta. Se eu morrer vou feliz, não fiz tudo o que queria, muito pelo contrario perdi as minhas primas que saíram da cidade, não tiveram culpa de ter que ir embora mas não as posso ver. Depois sofri de amor, como muita gente, mas podem rir e dizer que fui anormal e um estúpido mas eu posso dizer que amei de verdade enquanto metade de vocês não sabem o que isso é. Se eu morrer vou ser comido pela própria terra que pisei, como a vida dá voltas. Mas se morresse agora ia triste não me despedi de ninguém mas ia orgulhoso dos meus amigos que sempre me ajudaram a encontrar o caminho certo para seguir e nunca me esconder no meio de fantasmas que andavam perdidos na minha cabeça, a ilusão fez-me morrer, mas espera estou vivo? Acho que não. Morri e estou vivo? É confuso, tu , vocês são confusos. Deixam-me ir ? deixam-me partir? Espero que não, mas se eu morrer vou proteger cada um de vocês com o que poder e vocês iram-se lembrar de mim com um sorriso e não com lágrimas. Agora diz-me se eu morresse agora o que fazias?

Um grande amor ? Grande ilusão !

Eu tive um grande amor. E tu dizes-me ‘’ mas nos tempos de hoje ninguém ama’’. Disseste bem nos tempos de hoje, mas esse tempo não é hoje, foi no passado. -Então? Conta-me essa história de amor, deve ser como todas as outras. Eu conto. Tudo começou com uma brincadeira e uma troca de olhares que era estranha, comecei por ser tratado como o primo dela, eram poucas as conversas mas era grande a estranheza como falávamos. Começamos por confiar um no outro e talvez tenha sido um erro. Mas passando a frente, eramos muito amigos e tínhamos uma grande confiança, contávamos tudo um ao outro. Estávamos juntos como amigos, fizemos uma aposta e eu ganhei então ela teve de 2 em dois minutos de me dar um beijinho e dizer que gostava muito de mim, eu na altura namorava e ela também. E ela apareceu assim do nada e mudou tudo. Confundiu-me os sentimentos todos até que um dia estive com a minha namorada e ela ao mesmo tempo e isso só me fez mais confusão eu tinha de escolher, tentei beija-la enquanto ela estava a chorar por minha causa e ela virou-me a cara. Fui leva-la á paragem do autocarro e dissemos adeus pensei que as coisas iam mudar para pior que talvez iriamos deixar de falar ou então nunca mais a ia ver. Ela foi embora com a lágrima no canto do olho, e só me mandou uma mensagem a dizer que se tinha arrependido de não me ter beijado e eu fiquei com um sorriso parvo. Continuamos as conversas, os segredos eram muitos, as palavras já não chegavam e o toque era inevitável. As coisas estavam tão confusas que eu tive de escolher se queria continuar numa relação onde já não havia futuro. Decidi ficar com ela (Mariana), não estava a espera do que me vinha a acontecer, os primeiros meses eram um sonho, era tudo tão perfeito, cheguei a dizer-lhe que parecia um menino que se tinha apaixonado pela 1ª vez. Dei-lhe o que podia, e em troca fui começando a receber mentiras, mas o amor é cego e eu não via que me estava a iludir. Sentia mesmo que era ela a tal, a que não me ia largar, que me ia dar sempre a mão quando a vida me vira-se as costas. Ela fez isso nunca me deixou sozinho, mas desiludiu-me mas isso vem depois do que passamos. Tivemos grandes momentos como momentos muito maus. A verdade é que sou um coração de manteiga, ela fazia-me sentir o homem mais feliz do mundo, ela fazia com que os problemas desaparecessem nem que fosse por segundos, ela segurou as minhas lágrimas. Perdi muita coisa as custas deste amor iludido, amigos, que nunca me viraram as costas e que me deram a escolher entre eles e ela e eu escolhi-a a ela mas não me arrependo aliás só vivemos um grande amor uma vez. Por momentos fiquei sem uma pessoa que me orgulho muito que é a minha menina de ouro, ela chama-se Filipa; mais conhecia como Chana <3, mas por fim resolvemos tudo. A cumplicidade era única e nunca tive isso com ninguém, mas isso acabou quando descobri que tudo era mentira, que ela só me sabia pisar, posso estar a exagerar no que digo mas foi isso que ela me mostrou passaram 8 meses, e ela decidiu acabar comigo com um argumento de que as aulas iam começar e não iria ter tempo para mim como queria, eu disse que podíamos tentar mas já fui tarde. Acabou comigo, e eu a chorar, sem ter o mínimo de reação possível. No dia seguinte apareci no mesmo sitio que ela e o que vi? Ela agarrada a outro, esse outro não era eu, tremi por todos os lados com nervos e lágrimas nos olhos mas ainda fui falar com a mãe dela, não fui muito simpático não alonguei conversa e no fim a mãe dela disse-me ‘’levanta a cabeça, e eu respondi claro não vou rastejar por ninguém’’. Esse dia passou, só cheguei a casa e chorava, chorava, não comi, não falava com ninguém, fechei-me no meu mundo o meu lugar que era o meu quarto não aguentava com o desespero. Precisava de estar sozinho, ainda estive com ela depois disso, e as coisas voltaram a ceder, ela beijou-me, quer dizer beijamo-nos e eu decidi pôr um ponto final na história, já não fazia sentido continuar com isto muito mais tempo ou entrava em depressão mas isso aconteceu na mesma. Afastei-me dela, deixei de me importar com ela, porque descobri que tinha sido trocado pelo tal rapaz, fui usado e depois disso tudo só descobri mentiras e mentiras que ela me tinha dado, descobri que tinha sido traído, e que tudo o que me diziam dela era apenas a verdade, senti pena, não dela mas de mim. Fui um cão atrás do osso, nunca a largava, depois de tudo ter acabado chorei, chorava todos os dias, para onde olhava era dela que me lembrava, deixei de comer, deixei de falar, deixei de sair. Fiquei preso a memórias que sei que não as vou esquecer mas virei a página ela não mereceu o meu amor, dei o que pude por aquela relação que acabou comigo. -Acabou contigo? Porque? Sim acabou comigo, deixou-me frio, deixou-me com medo de voltar a amar, aliás deixou-me com medo de tudo a que se pode chamar de sentimentos. Ela fez-me bem e mal em 8 meses, e hoje não sou capaz de lhe tocar, sinto desprezo pelo que ela foi e o que é. Bem se achas que o para sempre existe então esquece isso não existe mesmo, não acredites em promessas porque ela prometeu que não me ia largar e largou e da pior maneira, se eu não tivesse desistido ainda estava aqui no meu mundo sozinho. Se achares que a ilusão é boa enganas-te porque não é nada boa porque um dia acordas e conheces a verdadeira pessoa que tens ao teu lado, hoje sou o que sou porque tive pessoas ao meu lado que me deram não uma mão mas um braço. Por fim aprende que um grande amor tem de ser vivido mas acredita que pode não durar uma vida inteira porque esse amor pode ser de um ou dois meses não interessa vai marcar-te sempre mas aprende a fazer disso passado e não sombra do futuro. Por fim se queres saber como ultrapassei tudo, só me olhei ao espelho e disse, faz disso um passado não tens de esquecer, apenas não tens de continuar a achar que isso é a tua vida porque tens quem te mereça e que te vá fazer feliz. Virei uma página não acabei um livro, sofri e achei que a vida tinha acabado mas hoje estou aqui forte e pronto para voltar a viver coisa que já estou a fazer (:

Tudo? ou nada ?

Não quero contar uma história aliás não sou escritor, não quero fazer poesia porque também não sou poeta. Aprecio as coisas da vida mas não as que me chamam a atenção, dou atenção aos pormenores mínimos que a vida me mostra, o que as pessoas mostram deveria ser secundário. Queres uma história? Posso contar-te. Mas não irá passar de uma história, porque querias ouvir? Para tentares esqueceres o teu livro? Não vou contar apenas me limitar a tentar expressar o que é a vida embora não saiba muito sobre ela. Aposto que muitas vezes te sentiste perdida numa floresta, tapada por árvores, sem teres caminho por onde sair. Aprende, a perfeição existe tens de a construir. Já erraste? Qual é a sensação? É má não é? É amarga e custa a passar. Se me conheces sabes onde me encontrar, mas se algum dia pensaste que podias brincar comigo então enganaste-te porque nesse dia eu não estarei mais aqui para ti. Sabes o sabor da vitória? Eu também sei, é perfeito mas mais uma vez a vitória não faz de ti uma melhor pessoa, assim como não me fez a mim. Corri para a frente e para trás sempre a levar com facadas nas costas no fim ergui-me e venci de que serve isso? De nada se não mudares o teu destino, corre mas não vás para longe porque um dia vou precisar do teu sorriso. Não vás para longe de mim porque sei que um dia virás a minha procura mas se me abandonaste então eu já não irei estar cá de braços abertos irei estar de mãos fechadas para ti com 7 pedras nelas. Acabar sozinho? Se calhar é esse o meu destino, são frases ditas em silêncio mas prefiro um olhar e um sorriso do que palavras. Quando achares que vou estar aqui estarás muito enganada, fugi, fugi de ti e da tua falsidade, estás confusa com o que escrevo? Mostra o que és mas não precisas de ser tão transparente como eu em tempos quis ser. Agarra o que tens agora ou então vais perder tudo.

Uma história que não tem fim ;s

Acreditas no destino? Bem eu já acreditei mas…. Sim o mas, como sempre nas nossas vidas, temos medo, temos inseguranças mas … Outras e outras vezes o medo afasta-nos de muita coisa, tira-nos algo que nunca queríamos perder, mas faz parte de um ciclo vicioso, sim é isso que a vida é se não lhe deres um rumo diferente. Quantas vezes já fizeste coisas que agora te ris delas? Quantas vezes já mostraste que gostavas de alguém? E hoje? Já fizeste alguém sorrir? Então aproveita porque dizem que o mundo acaba este ano, vais perder tempo com coisas insignificantes? Vais perder o rumo da tua história só por quem te quer tirar do teu caminho? Não deixes nada por dizer, mas sinceramente não dês cópias da chave do teu mundo a ninguém, metade só querem a tua chave para te perturbar o sono, para te roubar a imaginação e a alma. Achas que estou a ser muito pessimista e achar que as pessoas são todas iguais? Não, não é nada disso mas até mostrarem que são diferentes continuam a ser iguais. Marcaram-te? Acredito que sim, mas agora são marcas, são fantasmas a correr atrás de ti, queres que continuem a correr atrás de ti? A prenderem-te ao que te queres largar? Não sejas fraca, não te escondas de uma vida que tu própria construíste queres largar fantasmas? Tens a certeza disso? Foram eles que te fizeram o que és. Fugir não é solução apenas é um refúgio. (…)

Talvez história, talvez metade realidade

Um dia vais acordar e perceber que a vida não é nada como pintas-te, vais perceber que os sonhos que tinhas nem todos se realizaram. Não por não tentares mas sim por acreditares que eles se realizavam sozinhos. Vais acordar e ver que tudo era ilusão ou desilusão como preferires, vais acabar a tentar perceber os porquês que a vida te deu e vais achar que está tudo perdido mas para quê? Para que pensar tanto quando podes agir? Até te contava uma história mas como vês são histórias talvez verdadeiras talvez inventadas mas sempre com um sentido único mas que talvez não o entendas. Contos de fadas? Toda a gente gostava de ter, até eu que nem nisso acredito gostava de ter pelo menos um mas como já disse são apenas ilusões porque achas que isto vai ser sempre mas não, estás enganada e iludida em perguntas sem resposta no qual nem pretendes desvendar. Acorda, abre os olhos ou então vais cair e não ter ninguém que te levante, eu digo porque me levanto sempre sozinho posso ter uma ou outra mão mas se não for eu ninguém me vai levantar. Queres continuar a levar com um vento na cara que te dói? Abrires a janela e veres nuvens a cercarem-te os olhos que não te deixem ver as cores que se escondem de ti. Não deixes que te atrapalhem no caminho segue e não olhes para trás, segue sem medo ou então vais parar num precipício sem saída. Sorri, mesmo que por acaso escondas sofrimento. Esquece o passado senão vai fazer de ti uma sombra, aprende com olhares e não com palavras, perde o rumo de mentiras esquece que certas coisas existem. Para quando te lembrares de mim não teres de chorar, seja de mim ou de outra pessoa. Amar? Toda a gente diz que sabe, mas talvez nunca tenha sentido, nunca o tenha vivido. Mostra que superas tudo mesmo que estejas no chão a vida são dois dias e eu? Não sei se já a comecei a viver (Continua)

domingo, 23 de setembro de 2012

Asas de um anjo e perfume inesquecível

Tens em ti a paisagem da minha vida, aquela que esperei para ver algum tempo, talvez um longo tempo. Corri atrás do cheiro de um perfume que não conhecia mas achei tão intenso que decidi não perder o rumo de onde ele me queria levar. Corri e fartei-me de correr e quando achei que estava mais perto de saber que cheiro seria aquele perdi-me. Numa floresta, não conhecia nada nem me lembrava do caminho de volta, e aquele cheiro encantava-me. Sentei-me encostado a uma arvore a admirar tal coisa, era fantástico, era único nunca tinha sentido nada tão intenso. Deu-me vontade de sorrir e não percebi porque, sorri e ali estava ela com umas asas brancas a agarrar-me e a sua respiração fez o meu coração a apertar a sentir uma sensação tão estranha. Olhas-te para mim e os teus olhos brilhavam, sorriste e era a curva mais perfeita do teu corpo. Só te perguntei porque que estavas ali a sorrir para mim, porque é que apareceste? Não disseste nada, perdi-me nos teus braços quer dizer nas tuas asas, no teu sorriso e naquele perfume que eu persegui. Não é história, é verdade, apenas não esta contada como aconteceu mas sim como eu sinto que foi. Tento escrever algo decente mas não consigo. Não importa se minhas palavras não podem ser ouvidas pelos teus olhos, ou se os teus olhos não podem ver o meu coração bater. -Engraçado nem mesmo as minhas palavras trocadas deixam de ter sentido quando são escritas para ti Não importa a distância lembra-te <3 Inês Gomes

Meu anjo

Não estava nada a espera mas, o mundo caiu aos meus pés , sem como nem porque mas ele assim do nada decidiu cair. Não pedi nada de uma vida perfeita, nem um amor que durasse anos tinha uma vida pela frente assim como toda a gente. Mas o tempo foi passando e reparei que quando eu dizia que algo era para sempre passado um tempo acabava, assim como a minha relação que durou 8 meses. Doeu muito? Doeu, mas ainda dói, não por a amar, mas por ter acreditado em mentiras e criado ilusões, a culpa foi minha e somente minha. Aconteceu de tudo e eu sempre a acreditar que o meu lugar não era aqui. Fiquei sem pessoas que me são muito, pessoas que estiveram comigo estes 18 anos, sim as minhas primas; :s elas foram embora e deixaram-me aqui. Tive fases em que nem de casa saia, mas valeu a pena. Até que um dia ela apareceu caída do céu e mudou o meu dia a dia, tem um sorriso que faz mover montanhas, tem um brilho nos olhos capaz de me deixar cego. Conhecia como toda a gente agora se conhece, pelo facebook, uma conversa e agora é uma vida. Ela? Parece que me caiu do céu porque para além de mudar os meus dias mudou a minha vida, já não choro pelos motivos que chorava, já não ando perdido pelos cantos como andei. São apenas pedaços da minha vida que ela está a reconstruir como um coração despedaçado. Ela? Uma princesa com direito a coroa, com direito a ser feliz assim como eu. Estivemos juntos a 1 vez e eu tremia, não conseguia estar parado, ia no caminho dela e a minha barriga não parava de sentir os nervos, quando estávamos sentados a tentar falar eu não dizia nada de jeito, apenas arranjava desculpas para poder tocar nela nem que fosse por segundos. O respirar dela ainda me fazia tremer mais, até que não sei como nem porque nos levantamos e como sempre desde que cheguei não descolava dela e o primeiro beijo aconteceu, e foi unicamente perfeito :$ até parecia cena de filme *_*. Fomos estando juntos, e os beijos já não paravam, já não nos largávamos por nada. Agora tenho a dizer que não me arrependo de a ter conhecido, tenho orgulho dela mesmo que seja pouco o tempo que estamos juntos, ela é perfeitamente perfeita assim como é. Se a amo ? Amo, quero amar, e sei que um dia as coisas ainda vão mudar muito, mas não quero fazer promessas, não quero ilusões, estamos a viver um dia de cada vez e isso é que importa, o que importa é o que nos tem juntado e afastado. Uma altura em que achamos que nos devíamos afastar as coisas estavam confusas assim como escrevi este texto, a misturar as coisas, mas como vou acabar o texto assim, confuso, porque nada é incerto. E não, não me falem em destino porque somos nós que criamos o nosso destino, apenas quero que ela continue a mudar os meus dias, que me continue a fazer sorrir, que me continue a fazer brilhar e achar que a vida não é assim tão má quando parece ser. E o porque de me referir sempre com ‘’ela’’? porque ela não é uma qualquer, foi a que me deu a mão quando eu já estava no chão e me deu força para estar aqui a escrever de novo. Apenas uma palavra AMO-TE <3

domingo, 26 de agosto de 2012

jurei que nunca mais

Sinto nojo cada vez que te olho, que te ouço, que te sinto os passos. E depois de tudo o que passamos juntos, depois de todas as barreiras que ultrapassamos, é lamentável conseguires fazer-me sentir assim. Até isso dói, agora imagina lá como não deve doer ter que te olhar todos os dias, ter que te ouvir todos os dias, ter que mentalizar-me todos os dias que a pessoa por quem me apaixonei e que amei como nunca tinha amado antes, morreu, quando tudo o que mais quero é que desapareças de cá de dentro com a mesma rapidez com que entraste. Porém, a minha consciência não me pesa, agora já não. Sei que fiz tudo, sei que dei tudo, sei que fui contra tudo, sei que lutei até não poder mais. Se nada restou depois disso, a culpa já não é minha, e se não é tua, então não sei de quem será. Eu já deixei de acreditar nas mãos do destino faz tempo porque as minhas com certeza que funcionam melhor, e se tempo e espaço é o que não nos tem faltado para conseguir colocar no lugar o que falta, a responsabilidade só pode recair sobre ti, e lembra-te que a única coisa que te exigi depois do fim foi o respeito pelo que vivemos, mas nem isso tiveste, nem isso consegues ter quanto menos sentir. Talvez um dia queiras reavivar as marcas que deixaste morrer no meu corpo e na minha alma, mas te garanto, aliás, já garanti a mim próprio que nunca mais irias dominar-me o coração para deixa-lo morto depois. Aliás, nunca mais te darei hipótese de subires as escadas que têm caminho directo para o meu peito. Jurei-me mesmo : nunca mais.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

dizem ;S

Volto a perguntar onde estás, o que aconteceu entre nós, porque não regressaste ate mim? As palavras estão gastas por entre folhas de cadernos pelas vezes que já foram escritas e mesmo assim foram insuficientes para encontrar as respostas para todas as perguntas. Dizem que as respostas que procuramos estão dentro de nós, é só uma questão de paciência e ir ao encontro delas com a coragem necessária, sem medos do que vamos encontrar. Aventurei-me neste mar em dias de tempestade, por assim se ter transformado desde o dia que partiste, não tendo conseguido com que esse mesmo mar revoltado ficasse calmo e sereno. Mesmo assim procurei, vasculhei, virei todas as gavetas e entre muitas explicações, nenhuma me convenceu, sabes porquê? Porque essas mesmas razões não foram dadas por ti. Continuo a querer que deites todas as cartas na mesa como num jogo de poker para que possamos saber quem tem mais trunfos e possa vencer este jogo duplo que nunca chegou ao fim, com as apostas de duas vidas por decidir. Direi que o meu maior trunfo tem todos os sentimentos por ti sentidos. Se amamos verdadeiramente uma única vez na vida, poderei com toda a certeza dizer que já esgotei essa oportunidade, após o dia em que te conheci. Conseguiste mudar a minha vida e todas as mudanças são benéficas, logo foste uma das pessoas que mais me beneficiou, sem precisar de enumerar como o fizeste, porque se bem te lembras, eu dizia-te tudo o que gostava em ti e como gostava de mim com a tua presença. Continuo à espera que coloques as cartas em cima da mesa do jogo. Não sei se alguma vez disse que preferia mil vezes que ao existir um fim entre nós, esse mesmo fim fosse pelo motivo de uma morte – a minha ou a tua. Se tivesses morrido por certo não teria esquecido, mas destruía todas estas dúvidas ou incertezas, aliás, elas nunca existiriam. O meu corpo não tremia quando me cruzo com alguém que tem todas as parecenças do teu corpo, não existiria a esperança de um dia voltares e todas as vezes que as saudades fossem uma constante, saberia onde te podia encontrar. Podia oferecer-te flores no dia do teu aniversário, escrever-te uma carta e ter a certeza que onde estivesses a irias ler. Podia conversar contigo como tantas vezes fizemos e através do teu silêncio seguia os conselhos que me surgissem, sabendo que tinham sido dados por ti. A dor de saber da tua partida seria menor do que a dor desta tua presença ausente. Se tivesse sido eu o escolhido pela morte, não sentia mais saudades, onde estivesses, eu contigo também estaria. Sempre me podia deitar ao teu lado e contemplar o teu dormir, sem medos que pudesses rejeitar-me. Nos dias mais felizes da tua vida, também estaria presente e deliciar-me ao ver-te a sorrir. Podia secar todas as tuas lágrimas, ser a brisa fresca numa noite quente de verão ou a almofada onde te deitas todos os dias. Podia ser tudo para ti mesmo na morte, assim como posso ser tudo para ti em vida. Na verdade nenhum de nós morreu. Posso ter morrido para ti, mas com certeza, para mim continuas bem viva dentro de mim. Os dias vão passando num calendário já gasto pelo tempo e insuficiente para assinalar com círculos vermelhos o dia, o dia que te esqueci. Ainda não fui capaz de reconstruir este coração, repleto de cicatrizes e que acaba por não ser mais o mesmo. Este amor feliz, foi um amor maior que saltava dentro do meu peito, tamanha era a felicidade que sentia por ter todo este amor dentro de mim. Amor esse que sei que não volta, ficando do outro lado da minha vida, mesmo que tente trazê-lo para este lado, todo o esforço tem sido em vão, por ainda não te ter esquecido e deseje que a única coisa pretendida, coloques todas as cartas em cima da mesa e possamos terminar de vez com este jogo ou quem sabe um outro recomeçar.

terça-feira, 22 de maio de 2012

enfim

Desilusão, tu és uma... Nunca pensei poder vir a desiludir-me contigo. Depois de todas as nossas conversas sobre este assunto tu acabas-te por despertar quase odio em mim. Deixei-me ir a pesar de todo o medo por pensar que podia confiar em ti, tu provas-te que não. e muito provavelmente não voltarei a confiar. Deve ter sido a coisa que mais me doeu em toda a vida, já tive dores mas esta foi sem duvida a pior. Não te vou perdoar na proxima semana, nem na outra a seguir, provavelmente vai levar o seu tempo ate que eu consiga voltar a falar contigo mas quero que sejas feliz. Neste momento sinto que tudo o que passei ao teu lado não passou de uma mentira construída por ti. Que tudo o que te disse ou que tu disses-te não passou de mais uma mentira. Nao te sensuro por fazeres isto apenas acho que devias ter pensado nos teus actos e ponderado as consequencias dos mesmos porque eu não podia nem devia ter sido arrastado para esta situação muito menos para ser o teu porto de esquecimento. Não sei se hei-de gritar, chorar ou bater com a cabeça nas paredes porque doi mesmo teres-me mentido. Ao contrario do que deves pensar não te odeio, pelo menos por enquanto não. E o que sentia apesar de estar dorido ainda continua aqui porque ninguem esquece ninguem de um momento para o outro e eu apaixonei-me por ti durante este tempo. Para a proxima não tentes arranjar alguem para esqueceres outra pessoa, nem utilizes palavras que são demasiado fortes para o que sentes porque não é justo para ninguém passar por isto muito menos quando esta de férias e sozinho! De um coisa eu tenho a certeza pelo menos serviu para eu fazer novos amigos e para aprofundar amizades.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Acordei por volta das 3 e 15 da manhã.sim, era isso... olhei para o relógio da mesinha de cabeceira e marcava 3 e 15... é um relógio daqueles de ponteiros luminosos. Olhei para o tecto sem saber porque razão acordava, mas lembro-me que talvez tenha ouvido a porta de um carro, lá fora, a bater ao fechar-se. Olhei de seguida para os buraquinhos das frinchas da persiana da janela e divisei a luz da noite... a rua tem candeeiros e vê-se essa luz ainda que difusa mas vê-se. Senti o corpo morno e passei a minha mão pela cara. Deixei a minha mão descer pela barriga até sentir o meu sexo e desejei ter-te ali comigo... Deixei-me estar assim durante uns momentos e lembrei-me de ti... lembrei-me de todos os momentos que te tive e que a meu lado te senti... Sabes, quando me abraçavas e me sentia protegido? escondido do resto do mundo, dessa forma mágica que tens de me abraçar, quando me beijavas e me sentia desfalecer ao sentir a humidade dos teus lábios, sabes, não sabes? Sei que sim. Lembras-te daquele dia em que nos encontramos pela primeira vez? O dia em que nos olhamos e os nossos corações bateram? Aquele dia mágico que marcou o resto dos outros nossos dias? Acordei sem saber por razão acordava mas penso que a saudade marca o sonho e, se calhar, estaria a sonhar contigo. Acordei às 3 e 15 e já são 3 e 40! 25 minutos a pensar nisto... sinto-te em mim e não estás aqui presente, mas sinto-te. sei que sou eu que me acaricio mas é como se fosses tu... sinto como se fossem as tuas mãos, o teu corpo quente, o teu Como beijavas tão bem. mas sei que mesmo que beijasses mal, para mim era sempre bom, doce, quente, por vezes abrasador, como eu costumava dizer que acendias em mim o fogo da lareira sempre acesa. eu sei que fui sempre “louco” por ti mas tu sempre gostaste de mim assim... eu sei que sim... coisas giras, não eram? Meu bem, como me lembro de ti assim? Porque acordei eu a pensar em ti? Porque é que ainda penso em ti ou porque é que estou sempre a pensar em ti? Sabes que não há um único momento da minha vida que não pense em ti? ...Já são 4 da manhã. Acho que vou dormir um pouco. Penso que vou sonhar contigo e depois... depois voltar a acordar para pensar mais uma vez nos nossos dias felizes, nos dias que passamos juntos, naqueles dias em que a loucura era permitida e nada mais interessava.

o que tiver que ser será.

Acabo de chegar de um lugar indeterminado; não o sei localizar; fica algures na minha memória, já um pouco esbatida pelo tempo; gastei muito do meu tempo a lembrar o que não deveria ter sido recordado. Mas o arrependimento não trás nada de novo, apenas revolve o velho e não deixámos de ser o que somos, apenas almas perdidas neste mundo de contrastes e de negações. Somos apenas e tão somente os "objectos" dum mundo imperfeito. Não nos foi dada a possibilidade de esboçar a nossa própria vida e assim temos de nos contentar com os constantes ensaios que fazem de nós, indeterminando a solução final. Perdemo-nos na magoa do tempo e da insanidade. Já não somos quem queremos ser.Somos apenas o que nos "dão" para ser. Permitem-nos viver de memórias e de factos que de novo se transformam em lembranças. Mas, lembrar para quê? Para sofrer? Para verificar que afinal de contas de nada serviu o esboço que de mim fizeram em constantes ensaios que a nada me levaram? Apenas à negação, só me levaram à negação. Não sei quem sou. Talvez nem queira saber: Não foi para isso que aqui vim; vim a este mundo para ser feliz, disseram-me um dia; e eu, parvo, acreditei. Vivi a correr nesse sentido; esbocei sorrisos e ensaiei gargalhadas. Tropecei, caí mas de novo me levantava. O horizonte estava sempre perto e me bastava estender a mão; a ajuda nunca me era negada; acreditei que o esboço que de mim fizeram em alguma coisa de bom se haveria de tornar, um dia, quando não sabia, mas haveria de me realizar. Engano. Puro engano. Quando dei por mim estava caído, só, perdido, destroçado em mil pedaços de mim, dorido de dores que não imaginava existirem. Mesmo assim olhava em frente na expectativa de que o esboço que fizeram de mim, depois de tantos e tantos ensaios, me permitissem olhar e sorrir de novo. Fiz isso muitas vezes. E havia sempre uma mão, ali, expectante, sorrindo para mim (engano). Para que foi que me sorriram? Porque me enganaram? Porque me disseram que sim? Porque razão me arrastei até aqui?Porquê?Que ganhei eu?Derrota após derrota?Claro que ganhei muitas batalhas, claro que sorri muitas vezes, claro que dei gritos de espanto e de prazer, claro que sim, mas, para quê? Para chegar a este fim?Para verificar que tudo o que vivi foi uma dramatização de mais uma história igual a tantas outras histórias de amor e sofrimento?Foi para isso?Foi para isso que me trouxeram até aqui?Foi para verificar que "isso" não existe? E, o que é o "isso"? O "isso" é um sarcástico riso dum engano simples mas preciso; dizem-nos: Vai e sê feliz, foi para isso que aqui vieste. E eu vim, olhando, sorrindo, esboçando e ensaiando o que poderia vir a ser e a ter: um amor, o amor! Amei e fui amado. Quis ficar pela simples razão de ter gostado. Então amei e fui novamente amado e numa infindável sequência de vidas eu percebi que estava a ser traido pelo esboço que fizeram de mim; o ensaio não tinha tido ensaio-geral; o pano subiu para a representação da vida e eu não sabia o papel. Destruiram-me, logo ali, logo à partida. Negaram-me a possibilidade de estudar melhor as deixas e as palavras, os tregeitos e a forma de colocar o corpo no palco da vida; o esboço havia sido mal concebido; o ensaio não havia servido de nada. Não havia ponto. Não havia nada. No entanto, pensei que havia tudo e de nada me servi a não ser da minha inadaptação ao papel. Fui um mau actor As lágrimas caiem-me agora e ninguém as vê; só eu as sinto aqui ao meu redor; os olhos se me toldam numa profunda mágoa e a tristeza me invade. Quis amar e ser amado. E, sou-o! Para quê? Onde é que ela está? Aqui, ao meu lado? Ali, depois daquela esquina? Depois, um pouco mais para além do horizonte? Ou a seguir àquele arco-íris colorido de vida mas que nada mais me traz para além dessas mesmas cores. Isto não é um grito. É para dizer que não me contratem mais; não há esboço e ensaio que cheguem para me reconstruirem de novo; a mentira foi totalmente utilizada quando havia um sorriso, quando havia riso e olhos brilhantes. Já não sei o papel de cor e já não consigo ler. No entanto, o amor não precisa de esboços nem de ensaios; no entanto, o amor não precisa de saber o papel, nem de ponto, nem de palco; o amor precisa de actor, de alguém que grite que está vivo, que ainda não perdeu a única "coisa" que tem para dar e isso está ainda dentro do meu coração, ainda pulsa e diz-me que é, que existe, que sente, que vibra. Grito, no meio de uma lágrima escorrendo sobre um sorriso, que por muitos esboços e ensaios, eu ainda o sinto e que esse amor (vivo) não acabará nunca, morrerá comigo, levá-lo-ei para onde eu for, será preso de mim mas não estará preso em mim, será livre de ser o que tiver de ser, será.

mentiras ?

O que escondes nos teus olhos? O que falas no teu silêncio? As tuas convicções não são tão delineadas como teus traços Tão pouco tuas afirmações, como o teu toque E que escuridão tapas com este amor? Seria o medo do escuro que te consome? Ou seria o medo da luz que te desespera? Não te vires para o lado o desprezo é o desgosto Não estou a perguntar,ainda não. Estou apenas a tentar sentir-te. Seria o teu amor maior que a minha poesia? Ou seria distração o teu amor mediante a beleza das tuas palavras? Esqueceste-te que a beleza só á na verdade? Esqueceste a bagagem do existir noutra outra viagem? Ou apenas se conforma enquanto a viagem não acaba? O que fala os teus olhos quando te calas? diz mediante aquilo que eu vejo não me convenças com aquilo que ouço!

sexta-feira, 9 de março de 2012

gotas de nada

Hei-de escrever até que se sequem as lágrimas ou até que se seque o sangue que me corre dentro das veias. Hei-de escrever o amor que me transborda o coração e que ninguém quer acolher dentro do seu, hei-de escrever até me cansar a mão direita mas mesmo assim continuarei a escrever com a esquerda. E hei-de saltar e hei-de sorrir ao escrever, hei-de chorar e tremer, hei-de viver, reviver, inventar, reinventar… Hei-de escrever, por muito que digas que não, hei-de escrever os sonhos que foram em vão e as verdades que despiste com a mão da certeza incalculável que agora nem tu sabes se estava certa… Hei-de escrever enquanto choro de desilusão por me teres apresentado o oceano e só me teres dado uma gota.

quinta-feira, 8 de março de 2012

estranheza da mais pura :s

É estranho saber contar-te como se fosses uma história perdida num livrinho, entre tantas outras, abri-lo à noitinha para embalar o sonho da criança que ainda mora em mim... é estranho saber contar-te assim como conto " A Branca de Neve e os Sete Anões", " O Capuchinho Vermelho". Estás entre todas as histórias que me vou contando de vez em quando, só para não perder de vez essa criança que ainda mora em mim. Mas continuo a achar que é estranho quando te conto a mim próprio e leio em voz alta as páginas inexistentes que a minha alma sabe de cor, repito não sei quantas noites a mesma história mas sou feliz porque aprendo sempre e cada vez mais com ela.

A estrela

tenho para ti um barco atracado num poste de electricidade. Está estacionado no passeio da rua mais antiga que esta cidade conhece. Está cheio de pedras e conchas e sal e ondas e mar, e ainda tem, com vida, uma estrela, que dança no fundo como uma odalisca. A estrela conta tantas histórias que os que passam por ali, ouvido encostado ao casco. Um dia ouvi-a falar de um lugar onde as árvores cresciam para o chão e a água dos rios corria para o céu, onde as pessoas andavam debruçadas no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Era um lugar com vista para os teus braços, sei-o hoje. este barco, que tenho para ti, tem o casco quase podre. Quando morrer haverá um mar na rua mais antiga que a cidade conhece. Nunca mais será a mesma. até lá procuro o lugar onde atracar o coração.

look into my eyes

No cimo da igreja os sinos batem a hora certa. Assim junta-se gente em falatório. Aos meus olhos muita coisa. aos meus ouvidos as vozes passeiam em círculo. Os pés alinhados pelas conversas arrastam-se, as conversas são feitas de palavras quem pode confiar nas palavras que caem de bocas agitadas pelo ir e vir de um sino que nunca saiu do alto daquela torre. há uma multidão anunciada desde o dia em que o padre da paróquia lançou a água benta na primeira pedra. Na multidão há sempre o ruído das palavras são muitas e as mais parvas perdem-se no ar como balões. São empurradas pelo som dos sinos. sobem ao céu. para sempre, outras procuram os ouvidos que não encontram e os corpos estão em festa, é a vida. Desesperadas caem por terra, moribundas, cansadas da procura simplesmente calam-se. Há palavras que não nasceram para serem ouvidas existe sempre a opção do silêncio. Os foguetes estoiram. os corpos dançam. a multidão eufórica abraça-se em palavras-gesto, sem boca, sem lábio e sem som. Sem uma única corda vocal e aquele silêncio-ruído continua abafado pelo toque da banda de música. quarenta músicos. Quarenta instrumentos e nestes uns pratos redondos em ouro fingido que quando batem um contra o outro parecem anunciar uma tempestade. .
Silêncio. tudo se resume ao silêncio das palavras. Se escrevo falo para mim. as palavras nascem-me no corpo eu ouço-as como uma nascente de água pura. Tudo que é novo é puro. O pecado precisa de tempo para parar o silêncio. Todas as palavras são limpas ao nascer. Só na boca ganha som. só ao vento é que elas se tornam defeito como um pássaro parte numa busca do ouvido talvez Abrigo, talvez acolhimento. Amigo? prostituta? bondade? não entendo nada de palavras, tenho dias em que sou mudo e como nos filmes mudos só o gesto do corpo, do olhar, do piano que não se vê e corre atrás das personagem em gritos que imagino como é fácil contrafazer som dos lábios com uma palavra. Gostava de ser a palavra para sempre, mesmo que fosse só em lábios contrafeitos, sou mudo há tanto tempo, à boca as palavras cansadas reclamam o seu descanso, eu preciso de mergulhar a palavra-corpo numa banheira de água quente.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Gostava mesmo !

Porque é que o nosso coraçao nao obdece ao nosso cerebro? tento lutar contra mim proprio para esquecer que te amo. tou cansado de sofrer. amar quem nao me ama. desejar quem ja nao quer saber de mim. pensar em quem nem se lembra de mim. quero tentar apagar-te da minha mente. mas nao consigo. faz parte de mim. penso em tudo de pior para nao pensar em ti mas o que mais me lembro e dos momentos bons. ja me disseram que nao me mereces. que nao me amas. no fundo sinto que é verdade mas gostava que nao fosse.

recordações

O valor das, das pequenas coisas, é traduzido pela espontaneidade dos gestos, pelo carinho de dar, pela alegria que transborda do coração quando o prazer da oferta se equipara ao prazer do recebimento. É assim o amor. Um beijo na testa quando a manhã aparece no céu e ainda dormes; um sorriso quando a luz do olhar retém o teu reflexo; o prazer de sentir o teu respirar sereno sobre a minha pele. A erupção vulcânica do teu calor sobre os lençóis é já um motivo de felicidade! Tudo coisas de dentro, coisas da alma, coisas de mim. Promessas escritas na areia da praia, quando prometi ao mar e aos céus que te amaria pela eternidade do tempo, não fosse o tempo o limite de nós. Um dia ao ouvir o trompete da marcha anunciar a tua passagem festiva pela nossa rua, corri para abrir a janela… A porta caiu e estilhaçou-se no chão! Das outras janelas saltavam cordões de pétalas de flores e braços abertos acolhiam a passagem da música que enchia o ar e os ouvidos. Peguei nas nossas rosas e reparei que estavam murchas… Ainda lancei as pétalas secas na esperança de que se florissem, mas o vento levou-as para onde não perturbasse o sorriso de ninguém. Era apenas uma flor sem importância e os céus não me responderam. Limitaram-se a deixar escapar uma lágrima ácida sobre a pele e a queimarem a fantasia. Só queria entender… Talvez nada tenha sido importante… Pelas ruas frias um trovão ansiava explodir-me no cérebro, agitar a consciência, como uma mão que nos quisesse trazer à realidade. Tentei desviar-me quanto pude, convicto de que me iria ferir, mas foi impossível. Quando acordei uma enorme gargalhada surtiu aos meus ouvidos. Uma voz… A tua voz…! Numa outra cama gozavas prazeres nos braços de um outro qualquer, que perguntava por mim e ria, ria, e ria… “Ele também é assim”?! O delírio do prazer mais bonito florido no teu corpo disposto e aberto em flor num canteiro perfumado e sonhos. Não era eu o jardineiro. Descobri que nem tinha jardim. Tão pouco sei semear alguma coisa. Mas vi o teu rosto feliz entregue ao prazer como se voasse e fosse livre, como se aquele momento representasse a evasão total! Dentro de ti uma esperança de libertação, como se te quisesses despir de mim, rugias como um leoa. Seres livre é um direito. Apenas consegui libertar uma lágrima ácida sobre a pele e queimar a fantasia… Só queria entender… Talvez nada tenha sido importante… Sopro o pó da capa do caminho. Uma história como tantas outras histórias que preencheram a vida de tantas outras personagens. Esta foi apenas mais uma. A cola está fresca, a fotografia é recente, pode desbotar… Uma história. Levantei a cabeça e descobri que não conseguia chorar. Chorar é típico dos fracos e eu não chorei. Nem quando te vi cheia de esperanças cruzares a porta destruída da casa sem vida, deixando para trás… Espera… O que ficava para trás? Nada! Apenas, e só, pequenas coisas… Deixa, não têm mais valor que o facto de serem pequenas coisas. Qualquer coisa vale mais que todo o nada. Ah! Esqueci-me do amor… Esqueci-me porque não foi assim tão importante... O amor é uma palavra como tantas outras no dicionario de qualquer língua, com tantos sinónimos quantos os que lhe quisermos atribuir. Quando o meu coração dizia que te amava, falava por ele, pela alegria de assistir ao teu acordar. Mas o amor pode ser qualquer coisa… Um desejo de momento, uma necessidade, uma expressão para nos convencermos de que amamos mesmo. Talvez não seja assim tão importante… Os pedaços da manta estão acampados na piscina da mágoa e divertem-se, mais uma vez. Sentado numa cadeira de praia assisto e aplaudo. Ai se eu fosse jardineiro e conseguisse esquecer e arrancar todos os cactos da vida! Que culpa têm as pobres flores se gosto de me rebolar em cima delas? Talvez devesse arrancar todo o amor do mundo! Ficaria o quê? A pedra glaciar que se deita comigo passaria a ser um Pólo Norte hibernado no mundo, numa fase doentia, num delírio assustador. Há paixões que vivem das pequenas coisas e são felizes. Não são todas… Mas ainda bem, porque assim há espaço para a dor. Se não houvesse dor, sobre que escreveriam os poetas? Agora agacho-me e tento apanhar os cacos da ilusão. Quanto sobrou desta vez? Talvez dê para fazer um soneto… Talvez sim… Promessas da lua, quando prognosticou diante do mar e dos céus que me feriria pela eternidade de um lamento… Como somos dois tolos… Esperem! Isto parece-me a marcha… Deixem-me espreitar pela janela partida! Que felizes que os amantes estão…! Como estou feliz por eles

Não dou vida

Não sou mais que um traço desenhado em certas formas geométricas na métrica de Ser e de me Envolver na minha simples "poesia", mas que poesia ? são simples textos sem sentido. Durante a procura de respostas em encontros e desencontros de uma vida cheia de emoções ou talvez de ilusões A voz, abafada por não acreditar em alterações então seguiu o rumo gestual, papel e caneta na mão e escrevo num mundo virtual. Mas não sei nada de nada nem escrever nestas linhas curtas muito curtas
. O nó que tenho na garganta e a dor que me faz doer o peito faz-me morrer aos poucos enquanto vivo desta maneira, ou talvez nem viva apenas sobrevivo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Rosa desgastada eu, ou tu ?


A cada dia que passa cada petala cai, sem forças, sem cor, sem cheiro afinal sem nada.
perde o encanto, o brilo que o meu sorriso lhe deu.
Sim uma simples rosa que ao caminhar do tempo perde tudo o que um dia lhe pude dar enquanto deu.
Ela nunca quis morrer assim, ela nunca quis perder o encanto que sempre teve aos meus olhos mas infelizmente acabou por perder acabou por se desleixar e acreditar que a rotina dela seria nascer,viver e morrer é obvio que sim mas perdeu-se num lápise!
Agora que penso, estás como esta rosa.
Estás a desleixar-te, estar a ir por caminhos que não são os que eu conheci onde me fizeste caminhar, já parece que nem esses olhos brilham quando me vêem.
Já nada está igual ao começo.
Deves-te estar a perguntar o que é que a comparação da flor de uma simples rosa tem haver podias pensar mas eu explico.
Então tinhas um perfume que não se esquece, era um cheiro que permanecia, mas que como uma rosa o cheiro não dura para sempre.
Sempre que nos viamos brilhavamos, e agora? o brilho ? outra vez a rosa que se deixa de ser regada perde o brilho , desgasta-se tal como tu.
No meio disto tambem me sinto como se fosse a rosa, parece que aos teus olhos eu deixei de brilhar e eu já não sei para quem brilham os teus.
Perdi a noção do encanto do teu sorriso mas estou amarrado nele.
Será que ainda sentes o meu cheiro? Será que ainda me sentes? será que ainda vivo em ti ?
São tantas as tristezas mergulhadas e esquecidas que nunca se sabe o que esperar de alguem.
Talvez já naão seja eu a regar o teu jardim ou não és tu a regar o meu.
Sabes como é a chuva? estou assim como ela, sem cor, sem sentido.

A propósito se eu for a rosa ja desgastada eu não quero morar num jardim morto !

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

(...)


«O tempo não sabe a nada, o tempo não tem razão, porque ele não cura todos os males nem apaga todas as dores; apenas serve para domar os sentimentos mais fracos e fazer crescer os mais fortes.»
e no meio desta história terminada sem um final feliz, terá sido o nosso amor, um sentimento fraco, ou teremos sido nós a enfraquece-lo com o desgaste dos nossos dias?
tenho saudades tuas, muitas, mas hoje, não te peço para voltares, a minha cama está quente, já tenho o meu coração cheio e sem feridas por curar.
afinal, o tempo conseguiu fechar as fendas, mas é incapaz de matar saudade. e sabes porquê? porque ela, a saudade, a par com as memórias em teu nome, são o único meio que tenho para chegar até ti e às marcas que cravaste no meu caminho, como uma tatuagem.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Desaparecem !


Passos,
Algumas vezes saem do chão a flutuar em sonhos
Passam dias sobre as nuvens a fantasiar momentos
Entediados passos, que aprenderam a escalar montanhas
Já conhecem a sutileza de pisar nas pedras pontiagudas
Assim quando necessário desviam o caminho
Confiantes, peregrinam tranqüilos na estrada de terra
Banham-se na água doce,
andam venturosos no verde do mato
Caso o tempo aponte chuva no horizonte,
retornam para casa
E sem queixa, descansam.

Inclui-me no meio dos teus livros.
Quem sabe assim tu me notes.
inclui-me entre a tua pele.
Quem sabe assim me sintas.

Inclui-me entre os teus lábios, entre o teu beijo.
Quem sabe assim tu me aqueças.

Inclui-me entre a tua música e outras mais.
Quem sabe assim tu me ouças.

Inclui-me nos teus textos.
Quem sabe assim tu me leias.

Mas, acima de tudo, acima de qualquer incluir,
Inclui-me em ti.
Quem sabe, assim tu me encontres.

A lápis eu fui o teu rascunho mas queria ser a tinta da tua vida ;x

A lápis traçaste em mim as tuas marcas
Fui a tua tela de ensaios e rascunhos
Fizeste-me arte com linhas escaças
Projetaste sobre mim os teus desejos e sonhos
Hoje sou tela sem artista
O teu desenho que com o tempo se esbate
Paraste em mim apenas como simples turista
E deixaste-me só… largado nesta simples vida desinteressante.

Dor ! ;x


Mágoa. [...] Está para lá da tristeza, da solidão, do desejo de lutar pelo que já se perdeu, da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor, por ser demasiado grande.
Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas, fazem-se esperas, mandam-se flores, livros sublinhados, convocam-se os amigos para em quórum planearem connosco uma estratégia de recuperação, sente-se aos solavancos e come-se sem mastigar, num torpor raivoso e revoltado.
A vida vai mais depressa do que nós, passa-nos por cima e os dias comem-se uns aos outros.
Só queremos que o tempo corra para nos apaziguar a dor e acalmar os papos nos olhos.
Depois é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida e o réu, o que fizemos dela.
Limpam-se os destroços, enterram-se os mortos, tratam-se os feridos que são as nossas feridas, feitas de saudades, desencontros, palavras infelizes e atitudes insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos.
Há quem se rodeie de amigos, durma com antigos casos, se enrole numa manta de xadrez e se torne o mais fiel cliente do clube de vídeo da esquina.
Há quem tome calmantes, absorva vodka em noitadas vazias como uma esponja inútil.
Ou quando so queremos estar em casa ;x
O pior é quando se chega lá, apetece tudo menos lá ficar.
Percebemos que não há longe nem distância para a dor, e que nenhum amigo, mãe, irmão, droga ou bebida matam a saudade do que já fomos ou de quem já tivemos nos braços.
A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada.
É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós.
A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa.
As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo.
A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos.
Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.
Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma.
Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós.
Tornamo-nos espectadores da nossa dor.
Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos.
No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão cansados de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.
Mas o mundo nunca pára. Nada pára.
A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa.
Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos.
Arde no peito e no orgulho, mas pouco a pouco vai matando a dor.
Torna-se a nossa companheira mais próxima, deixando de nos defender da tristeza que se vai consumindo como uma vela esquecida num presépio morto que uma corrente de ar ou um novo sopro de vida um dia apagará.
Mas isso só é possível quando conseguirmos esquecer

domingo, 12 de fevereiro de 2012

stars


Não estava à espera de tanta simpatia da tua parte, não estava à espera de uma resposta, ainda por cima, tão serena como a que li.
Não sei se choro, não sei se rio.
Não sei se me preocupo com a reacção que terei quando te encarar, ou se me alivio por saber que o rancor começa a abandonar-te.
Não lhe digas nada, mas fui eu que lhe pedi.
Fui eu que me ajoelhei aos seus pés e quase lhe supliquei por tudo, para te abandonar, visto que depois deste tempo em que os ponteiros avançaram cada vez mais acelerados, já não faz sentido morarem na mesma casa.
E hoje, amo-te outra vez.
Amo-te por tudo. Amo-te e tenho vontade de te gritar bem alto.
Amo-te porque hoje fizeste merecer, porque finalmente o tempo conseguiu curar todas as feridas que na tua alma poderiam ter ficado.
Sinto-me tão feliz com isso, sinto-me tão aliviado com o facto de já não precisar de ter medo de te olhar nos olhos quando os nossos corpos se cruzarem numa próxima vez. Por outro lado, apetece-me chorar desalmadamente a tua ausência e apagar a sensação de derrota que sinto.
Porque afinal, não passo disso, um derrotado, porque te perdi para tudo que é mais forte que eu.
As minhas forças não chegaram, a minha casa não te aqueceu o suficiente, o meu coração não te deu a alma que tu merecias.
Hoje talvez me culpabilize por aquilo que sei que é responsabilidade minha, porque por vezes me pergunto seriamente se te soube amar como devia, se te soube mostrar o que merecias receber.
Não soube tudo o que devia, mas agora não há muitas mais voltas a dar pois não ? Então, para além de te pedir para não esqueceres o quão foi bonito aquilo que tivemos, peço-te também que não te apagues com as borrachas a que me habituaste.
É que tenho sonhado contigo e pensado nas palavras que poderíamos estar a trocar se a esta hora estivéssemos lado a lado, assim, como as estrelas estão com a lua.

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego a minha alma à poesia
E os meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E levo-as para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E lanço-as, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que os meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E a minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me mete medo...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

i need yooou


Preciso de ti.
Por nenhuma razão em especial.
Apenas por tudo, apenas por nada.
Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias.
Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes.
Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço.
Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos.
Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço.
Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua.
Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora.
E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio.

montanhas

O teu sorriso dá cabo de mim e os teus olhos ensinam-me o caminho para as nuvens cada vez que perco horas e horas a contempla-los.
Gosto de te observar em segredo, quando estou apenas eu e as minhas recordações a servirem-me de almofada.
És linda, sabias? Tens um sorriso do tamanho da lua e os teus olhos parecem estrelas que me iluminam o céu toda a noite.
O teu cabelo funciona como as minhas nuvens imaginárias onde durmo horas a fio, sempre a sonhar contigo.
Os teus braços, que outrora foram o meu regaço, são os meus cobertores que me aquecem do mundo que se faz lá fora.
E o teu coração, que outrora foi o meu pão de todos os dias intensos que partilhamos, hoje funciona como a minha casa, onde revivo tudo o que fomos, tudo o que foste, tudo o que te amei e vivi.
Já um poeta qualquer dizia " pinto as coisas como as imagino e não como as vejo " e hoje, tento pintar a minha imaginação com as tuas cores, para que consiga ter-te sem te ter.
Ao imaginar tenho-te a cem por cento, como nunca te tive e isso é uma dádiva que quero guardar para sempre dentro de mim, tal como te interiorizo a ti, a cada imaginação que tenho e que a pinto contigo.
Deixa-me dizer-te que te amo mais uma vez e que hoje percorria mil calçadas frias com os pés descalços, se estivesses do meu lado a dizer-me ao ouvido que me amavas também.
Dava o mundo inteiro por ti e pela tua companhia e hoje não me posso negar que me sinto só, mesmo tendo os meus sempre por perto, que me dão o alento que preciso, mas que não satisfaz a dor que me rompe. Aquele abrigo que o meu coração procura, está única e exclusivamente dentro de ti.



duvida de tudo, menos de que o meu amor por ti move montanhas.

amizade?


Falar de ti e dos sentimentos imensos que nos unem é um pouco subjectivo, é um pouco de improviso, é um pouco de procura de palavras exactas para definir aquilo que sinto por ti.
Já te disse tantas vezes que te admiro tanto, que admiro a tua força, a tua coragem, que admiro o facto de seres uma mulher sensível, uma mulher que chora; e são as lágrimas que derramas que fazem de ti , TU PRÓPRIA!
Tens um dom imenso de me conseguir por um sorriso na cara, sabes como acalmar-me, sentes quando preciso de ti, porque, estás sempre cá.
Já me conheces tão bem, já sabes ver quando estou nos meus dias de mau feitio, já sabes ver quando preciso de abrigo, tu já percebes tão BEM quando preciso que me digas as palavras LINDAS e certeiras que só tu sabes dizer; aliás, há alturas em que não quero ouvir nada , mas tu estás cá na mesma, tu estás comigo, nem que seja só para não me sentir sozinho, mas tu estás aqui, sempre.
Como poderei eu agradecer-te por isso ? Como? Como poderei agradecer por tudo o que me tens proporcionado? Como poderei agradecer as vezes em que me dás a mão e me ajudas a levantar? Como poderei agradecer a tua presença na minha vida e o facto de nela teres entrado ? Como poderei agradecer os abraços apertados nas horas gélidas ? Como poderei agradecer-te por seres minha companheira de vida ? Por me dares a conhecer tão bem o que é sentir um amor pura e verdadeiro ?
É para sempre , não é ? Então tenho tempo. Tenho tempo para te dizer obrigada todos os dias.
Tenho a minha vida inteira para te retribuir tudo.
Estarei sempre aqui, sempre, e certificar-me-ei que és feliz, porque tu, tu mereces a felicidade do teu lado mais do que qualquer outro alguém.
E não digo isto por acaso, não digo isto porque é bonito, digo , porque é verdade, porque ultrapassaste todos os obstáculos que a vida pôs no teu caminho, porque choraste, fraquejaste, caíste, mas tiveste força para secar as tuas lágrimas e limpar a dos teus também, e, seguidamente, levantas-te essa cabecinha e venceste.
Por isso, e por tudo, és um motivo de orgulho para mim.

Há momentos que não se esquecem, que são memoráveis, aquela cambalhota, a tua citação "(...) mas sim amigos para a vida", as vezes em que cantas para mim e choramos juntos, são exemplo disso.
As nossas mãos estarão sempre atadas pelo nosso laço da amizade, aquele que tu ataste comigo.
Amo-te minha eterna e grande amiga, amo-te e simbolizas muito de mim.

Felicidade ? mereces mais!


Tu que sempre me acompanhas.
Tu que sempre dás tudo de ti aos teus.
Tu que te dedicas de corpo e alma ás causas nobres.
Tu que és uma pessoa genuína que possuí um coração do tamanho do mundo, que por vezes até tenho a sensação que tudo e todos cabem aí dentro.
Tu que tão bem me fazes e que tanta serenidade me transmites.
Tu que és tão especial, mereces é ser feliz.
Mereces ter tudo o que desejas nas tuas mãos.
Mereces o céu, a terra, o mar, tudo só para ti.
Tu que sempre me dás a mão, obrigado.
Obrigado pela tua companhia e preocupação.
Obrigado pelas tuas palavras certeiras que me fazem ver os caminhos que devo seguir. Obrigado também por os percorreres comigo e nunca me deixares desamparado.
És uma grande pessoa.
E quando digo grande, é por teres uma alma tão extensa, dona de uma beleza incrível que se caracteriza por estar sempre aberta a quem lá desejar entrar.
Olha que gosto mesmo muito de ti e preciso da tua presença para sempre na minha vida. E quando digo SEMPRE, é nesta vida e na outra também.

"vem comigo, no rasto do sol, eu vou contigo.
vem comigo, pelo outro lado das muralhas, eu vou contigo"

foi assim , assim será


Ao abrir os olhos e deparar-me com a minha cama vazia, percebi que afinal foi só um sonho.
Foi tão maravilhoso, tão perfeito, que ao acordar, os meus olhos não conseguiam abrir por tanta magia e beleza vaguearem em torno da minha cabeça. Vivi-te a cem por cento, mais uma vez, mesmo que fosse só no mundo irreal, aquele em que entro quando cumprimento a minha fiel almofada todas noites. Esperei que estivesses ao meu lado quando despertasse para o mundo real (aquele em que não partilhamos a mesma casa), mas tu não estavas cá.
Mas eu sei. Eu sei que o que vivi na minha atribulada noite em que percorri cada cantinho da minha cama, só durou exactamente as oito horas em que costumo fechar os olhos e fazer-te protagonista dos meus sonhos. Porque afinal já não estás comigo, nem me beijas como me beijaste esta noite. Não me dizes que me amas, não me veneras, não me proteges. Apenas vives a tua vida, sem pensar em mais alguém. Não penses que te julgo por isso, porque sempre me ensinaram que primeiro estamos nós próprios e só depois, num patamar bem mais inferior estão os outros.
Mas meu amor, dar sentimentos não empobrece as pessoas, antes pelos contrário, só as torna mais genuínas.
Gostas de ser do lado mais fraco ao não me dares o último sentimento que te pedi, não gostas ?
Pedi-te a tua amizade e até isso me recusaste.

ponto final



Já fui cego de amor por ti.
Já só te vi a ti num mundo rodeado de gentes diferentes e completamente opostas.
Já gritei pelo teu coração tantas vezes nas noites frias, que cheguei sentir a impressão que a minha voz se fazia soar até ao outro canto do mundo.
O meu passado é assim, não o escondo, não o omito, nem lhe minto.
Como diz a Grande Margarida «somos o nosso passado e ignora-lo ou esconde-lo é uma forma de cobardia.».
Nunca fui cobarde, ao contrário de ti, que sempre preferiste esconder do mundo o que sentias, sempre optaste pelo segredo e quiçá pela mentira, mas olha que esta tem pernas curtas.
Mas hoje não estou aqui para te acusar, estou aqui para dizer-te que me sinto bem, porque finalmente encontrei a estabilidade que escondeste entre gestos que se pregaram na cruz do funeral do nosso amor.
Ele já morreu, já não existe e até já não o sinto.
Já não adormeço contigo nos meus pensamentos, apesar de ás vezes bateres à porta e perguntares se podes entrar nos meus sonhos.
Eu lá te digo que sim, até gosto de sonhar contigo, faz-me bem.
Não me perguntes porquê, não te sei responder, mas o certo é que os dias me correm melhor cada vez que és protagonista das minhas histórias de olhos fechados e coração aberto.
Comigo, apenas estão as lembranças de um amor (im)perfeito, de um amor sem limites enquanto se manteve de pé.
Dei tudo por ti, e à tua maneira, eu sei que deste muito de ti, não tudo, porque para ti, eu também sei que é demais.
Agora, lembro-te como uma palavra de quatro letras, iniciada por A e terminada em R, que se pregou no tempo, mas que não foi compatível com o relógio.
Foste o melhor presente temporário que o destino me poderia ter deixado à porta do quarto, enquanto dormia...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ventos da minha linha


O abismo fechou-se e lá ficaram todas as pedras que colhi e que me desgastaram o coração.
E mais um ciclo se fechou, permitindo o ínicio de outro, o meu ciclo apenas.
Aquele em que apenas eu respiro e que só eu importo, porque já chegou pensar sempre mais nos outros seres que me acompanham por este mundo.
Agora é pensar mais no sorrir da minha alma.
O vento deixou de soprar no sentido contrário ao dos meus passos, empurrando-me para frente, sem permitir que olhe para trás.
Agora, eles, os ventos, que tantas vezes me sopraram na cara, estão a meu favor e fizeram um pacto com o meu coração: vence e nunca te deixaremos partir.
Então, meus ventos, façam (nos) esse favor.
Protejam-nos, libertem-nos cada vez que o nosso não amigo destino nos deixe entre a espada e a parede.
Os ventos mudaram de sentido, abonaram a meu favor, chegaram a tempo de curar o meu coração e ainda conseguiram soprar forte ao ponto de trazerem para a minha casa, os velhos tempos, os bons, os sagrados, os únicos, aqueles que a minha alma guarda com tanta estima e que o meu coração recorda com sorrisos cintilantes que consigo compara-los a estrelas.
Gosto de os viver de novo, gosto de sentir de novo os alicerces da minha casa e da minha alma e acima de tudo, gosto de sentir que afinal nada se perde nos ventos de leste que conseguem levares amores escondidos entre cartas guardadas nas últimas páginas dos cadernos.
Já o Rei Bob Marley dizia que : o que é realmente nosso, nunca se vai para sempre, e hoje, mais que nunca, sinto que recuperei tudo aquilo que perdi quando entreguei a minha alma ao destino que se encarregou de lhe pregar muitas partidas.
Mas hoje estou aqui, estou a sorrir, e por agora, é só e apenas isso que prevalece.

História pequenina


O dia nasceu gelado e as brisas frescas fizeram-se sentir.
O sol amanheceu por entre o azul horizonte que se fazia notar, acompanhado dos incomparaveis ventos que nunca me deixa desamparado.
Despertei com a luz a querer entrar pelos orifícios pequeninos que me escapam todas as noites ao fechar a cortina.
Abri os olhos, e os lençóis que me cobrem a cama, estavam igualmente gelados como o orvalho que se deixava cair das nuvens.
O sonho que me embalou durante a noite longa e escura, iluminada pelas estrelas sempre brilhantes, foi de tal forma profundo, intenso e credível, que os meus olhos imploravam ar dos teus pulmões para começar bem o dia.
É para mim estranho ouvir o meu coração gritar por ti a horas tão fúnebres da manhã, em que toda a gente desperta do mundo em que me envolveste nesta noite mágica e começa o dia à procura de gestos perdidos e escondidos nas marés de Inverno.
Já te disse que gosto de sonhar contigo não já? Porque nos meus sonhos, eu sou teu, a tua força e também a tua alma que te preenche o coração com aquilo que te dou. Quando me deito sobre o pano que me abriga do frio empolgante que só não me congela a alma porque a tenho bem protegida num cantinho do meu peito, a minha casa é também a tua casa.
Onde partilhamos o tapete vermelho que cobre o chão dourado que testemunha tantas vezes as provas de amor que me dás ao fazer sentir-me teu, e até a chama crescente que consome o carvão dentro da lareira da nossa sala.
Consegues, por apenas alguns instantes, entender o porquê de não conseguir deixar fugir aquilo que me une a ti e à tua alma? Os sonhos que me envias todas as noites, preenchem a falta que me fazes, rebentam a corda que a saudade apertou no meu coração, fazem-me levar a ti e bloquear na página de amor que ficou por contar, o nosso.
O livro cor de paixão, em que escrevi cada detalhe da nossa história de amor pequenina mas forte, mantém-se no mesmo lugar, em cima da minha mesa de quarto.
Para que sempre que não esteja na hora de entrar no outro mundo que também comanda a vida, eu possa recordar, não só com memórias mas também com relatos puros, aquilo que me fizeste e fazes viver a cada dia que transcorreu e também em alguns que nos rebentaram nas mãos a cada amanhecer.
As memórias que guardo de ti, do diário da nossa paixão e da melodia que se fez soar na hora do adeus, fazem sorrisos esboçarem-se, sem medo, no meu rosto.
Porque hoje, estou aqui e nem sequer consigo viver com a tua ausência que, outrora, foi o pão de cada dia das lágrimas que solucei e respirei, como se fossem as últimas, que não foram.
Amo-teee <3

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quando ??


Quando vais deixar de ser indiferente às coisas que nos rodeiam?
Quando vais perceber o que quero de ti sem te pedir ou explicar?
Quando vais deixar de ser egoísta e de pensar só em ti?
Quando vais olhar para mim e saber que preciso de umas palavras tuas, de um carinho teu?
Quando vais deixar de me despachar só porque queres ir dormir?
Quando vais deixar de pensar que só a tua vida é que é difícil?
Quando vais compreender os dias que me sinto mais em baixo e sou mais chato contigo? Quando vais deixar de mandar vir porque estou a tirar-te o teu precioso tempo? Quando vais fazer o mínimo do esforço para ver-me bem?
Quando vais deixar de ignorar as minhas mensagens? Quando vais querer estar comigo como eu quero estar contigo?
Quando vais deixar de me ver como um dado adquirido que não precisa de ser mais conquistado?
Quando vais voltar à pessoa que conheci, que por mim faria tudo e estava loucamente apaixonada?
Quando vais surpreender-me e ficar preocupada comigo como eu fico contigo?
Quando é que vais saber ser namorada nos momentos difíceis em vez de me ignorar e esperar que me passe?
Quando vais conseguir dar-me 1/3 do carinho que te dou?
Quando vais perder o sono a pensar no que fizeste ou deixaste de fazer?

Diz-me, quando deixei de ter importância ao ponto de conseguires ignorar-me e quereres dormir sem olhar para trás?

Quando vais aperceber-te que um dia por ti fiz e faço tudo? Chegará esse dia? Será tarde de mais? Não respondas.