quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Espero ver-te lá

Estou aqui,por entre as rosas que nunca vi florir, mas que inspirei como quem busca o odor da maresia.
O mar tranquiliza-me... a tua voz é-me sussurrada através do vento que descansa na areia, num desfalecimento repentino.
O teu olhar triste, afoga-me como se procurasses um abrigo depois que te espancam com incompreensões.
Não te quero imaginar triste, ouviste?
Nem por um milésimo de segundo.
Pensa no futuro.
Nos ideais que abraças como o farias se tivesses tido tempo!
Pensa na grandiosidade da esperança, mesma que ela se esbata numa noite mais sombria e triste.
A morte é um monstro que finge sossegar aqueles que sofrem, percebes? É um aliado hipócrita!
Foge das sombras e do medo! Foge dos rochedos onde te isolas, como quem se quer atirar de um precipício.
Estou aqui!
Experimenta a ouvir a brisa leve que se esconde nos raios deste sol castigador. Experimenta...
Sim, é lá que te espero para te abraçar.

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