sábado, 1 de outubro de 2011

Nao me dás ouvidos


O desejo voltou a bater-me à porta do coração enquanto a lua me embalava e os sonhos me conquistavam os pensamentos.
Abri os olhos e tive a impressão que gritei por ti toda a noite; a rouquidão domou a minha voz, os meus lábios secaram por falta de alento e o meu coração respirava com uma aceleração não comum, que só bate assim por ti.
Hoje só tenho vontade de dizer que te amo, que te AMO MUITO, que desejo um beijo teu desde que partiste, que me está a custar imenso não poder gostar de ti e não te poder agarrar todas as noites ao adormecer.
A lua cala-me a boca, mas não me cala o coração, porque este bate por ti incessantemente, a toda a hora.
Lacrimeja sangue cada vez que as tuas palavras que o cegaram lhe vêm ao pensamento, e esse vermelho que me escorre pelo rosto, faz-me sentir a pessoa mais só do mundo, porque não consigo ser feliz contigo.
Estás irredutível, não me dás ouvidos, eu quero-te e luto por ti em silêncio, mas nem isso tu tentas perceber.
Estou cansado de ter noites em claro porque me acendes as luzes da alma, cada vez que tento agarrar os meus sonhos com unhas e dentes.
Estás em todo o lado da minha vida, a minha almofada mostra o teu rosto, as minhas paredes reflectem a tua sombra que já sei de cor e no meu tapete o teu nome está escrito a letras grandes, tal e qual como no meu coração.
Se acho normal? NÃO! Ando à algum tempo a tentar, a lutar por ti, a dar tudo o que tenho e não tenho e mesmo assim não me dás valor, não sou nem nunca vou ser nada para ti $:

Sem comentários:

Enviar um comentário