domingo, 3 de julho de 2011

Falta de ti


Estático, no meio da ponte, aguardo… na esperança de que aqui estivesses à minha espera.
Mas… não existe mais nada, para além da chuva, não passa um carro. Nada, nenhuma pista, nenhuma pegada no chão, nenhum rasto de viatura.
Escuto, mas não oiço nada, quando o que mais queria era ouvir-te chegar, ouvir-te respirar, ouvir o teu sorriso, lindo e sereno.
Será que me estás igualmente a tentar encontrar? Porque não me vens buscar e pegas a minha mão e me levas para casa?
Está uma noite demasiado fria, gelada mesmo. A chuva cai copiosamente, magoando ao cair. As gotas frias escorrem-me pelo corpo.
Nesta e noutras noites, tenho tentado descobrir o motivo desta vida, pelo qual tantas vezes somos levados a sofrer por determinadas situações, que magoam demais.
Não me queres pegar na mão e levar-me para um sitio novo, um sitio diferente, um sitio onde poderemos ser felizes.
Eu estou contigo, sempre contigo, incondicionalmente a teu lado, pacientemente a teu lado. Sempre.
Procuro o local, aquele local, lembras-te?
Procuro o teu rosto, como tantas vezes fiz, no meio da multidão, tentando minimizar a falta que me fazes, a saudade que sinto, decretada pelas separações forçadas a que estamos cingidos e obrigados.
Será que andas por aí, será que me vês?
Ninguém gosta de estar só, ou de se sentir só. E quando de repente nos apercebemos que estamos sós, não por opção mas por falta de meios de contornar a solidão, tudo fica repentinamente confuso, demasiado baralhado!

Sem comentários:

Enviar um comentário