quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

no promeess


Chegas-te sem avisar,
Entras-te pela porta do presente e instalaste-te no destino.
Destino esse que delineaste com perfeição,
Deixando-me submisso, sem espaço a qualquer ilusão.
Esse olhar forte e poderoso,
Ao mesmo tempo doce e sincero.
De curvas perfeitas te assumiste,
Uma musa que se ergue dos mares, imponente e atraente.
Do risco assumido ao desejo incisivo,
Louco por ti, já nem sei o que digo.
E se agradeço por todos os dias te ver,
Massacro-me por o fazer e não te ter.
Um desafio constante à minha capacidade,
Um fruto proibido que anseio à primeira oportunidade.
Deixaste-me atraído e sem reacção,
Deste cor ao meu mundo e calor ao meu coração.
Uma droga para mim à qual não resisto,
Um vicio que cresce sem limites ou imposições.
Estou preso a ti não por mero acaso ou divertimento,
Sinto-me tão ligado que sobrevivo à base deste estado.
Fica comigo para a eternidade,
Não te posso prometer o céu mas comprometo-me com a felicidade.

Espero ver-te lá

Estou aqui,por entre as rosas que nunca vi florir, mas que inspirei como quem busca o odor da maresia.
O mar tranquiliza-me... a tua voz é-me sussurrada através do vento que descansa na areia, num desfalecimento repentino.
O teu olhar triste, afoga-me como se procurasses um abrigo depois que te espancam com incompreensões.
Não te quero imaginar triste, ouviste?
Nem por um milésimo de segundo.
Pensa no futuro.
Nos ideais que abraças como o farias se tivesses tido tempo!
Pensa na grandiosidade da esperança, mesma que ela se esbata numa noite mais sombria e triste.
A morte é um monstro que finge sossegar aqueles que sofrem, percebes? É um aliado hipócrita!
Foge das sombras e do medo! Foge dos rochedos onde te isolas, como quem se quer atirar de um precipício.
Estou aqui!
Experimenta a ouvir a brisa leve que se esconde nos raios deste sol castigador. Experimenta...
Sim, é lá que te espero para te abraçar.

Enfim


É a noite mais escura que já passei, é a saudade que jamais senti por outro alguém, ouço apenas o som do meu coração, e ele aos poucos vai parando de bater, sinto a minha alma a vagar por ai dentro todos os sentimentos, dentre tudo que ja senti...
O som do meu coração parece cada vez distante, mas enquanto ele ainda bate, sinto ainda em mim as lembranças que tu deixas-te, sinto um arrepio na alma por saber que te encontras tão longe de mim.
Esse pobre coração que já bateu por muitos anos, sinto que ele não resistira, pois ele é tão frágil, eu tentei ouvi-lo, mas acredito que eu não soube fazer a coisa certa, e agora o que meu coração diz, palavras sem sentido, essa triste melodia que agora ouço é o que meu coração tem a dizer.

há dias em que escrever é uma autêntica loucura.
um suicídio – as portas não param de ranger ferozmente – não acredito em fantasmas. mas chego a crer que pode haver por aqui alma perdida zangada.
com a minha meditação transcendental na procura das palavras para compor textos que ninguém lê.
e esta seja apenas uma das muitas instigações para expulsar o corpo da tranquila busca vocabular – até a janela.
perfeitamente geométrica.
enfeitada com um tapa sol da última geração. moderníssima. a condizer com o bege quente das paredes não resiste ao meu bafo de desagrado pela falta de criatividade, não sei se a mando do tal fantasma que não acredito que exista.
embacio os vidros transparentes mutilando a única alegria que tenho nestes dias de completo vazio intelectual: ver a minha gaivota cinzenta com a tesoura a recortar nuvens.
como o jardineiro faz com os cedros nos jardins da minha terra.
e no céu milhares de figuras animadas pelo bater das tesouras reaparecem na minha imaginação. ganham vida – quero escrever mas tudo são sombras. medos. temores. e o suor encontra nos poros do corpo a forma de encharcar a fantasia – as palavras empapam.
e pela força do ph ácido desfazem-se.
desprendem-se da realidade traçada. como lepra. deixam-se cair em pedaços e tudo é letra misturada. sem sentido. sem juízo. sem mão capaz de as juntar – depois.
em desespero.
parto como carro desgovernado. e curva após curva percebo que quanto mais escrevo mais as rectas ganham teoria científica – não têm princípio nem fim – resta-me pouco lucidez.
e como um caminhante de mochila às costas nunca sei onde pernoitar. nunca sei onde termina a viagem.
nunca sei quando volto a encontrar a palavra-texto – às vezes [em confissão] acabo no caixote do lixo.
agoniado pelo cheiro a tinta queimada.
papel amarrotado e restos de iogurtes azedados – assim fico a morrer aos poucos até que outro texto me traga vida – sobrevivo. resisto. recorrendo ao ultimo grande sucesso do mundo moderno e mediatizado – o medo é uma cena que a mim não me assiste. como diz o hélio: sai da frente guedes

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Talvez nunca serei


Um dia eu conseguirei ir de encontro aos problemas e conseguirei simplesmente ignorá-los quando eles se chocarem contra mim.
Irei conseguir olhar para trás sem chorar, sem gritar, sem pedir retorno.
Um dia irei ser super-homem, e irei voar sobre tudo e todos.
E aí, é que, quem me perdeu, vai perceber o quão trocada foi a sua escolha.
Aí, talvez o valor que sinto que não me dão, me será entregue de mão beijada e serão implorados sentimentos que com certeza morrerão com a espera.
Começo a não entender as pessoas, o que elas realmente pretendem, e também o que pensam, sobre o que pensam e porque pensam de tal maneira.
O tempo não perdoa, eu sei, e é por isso, que para além de todos os meus medos, ainda cresce dentro de mim mais um, de perder o que já conquistei com tanto esforço, com tantas lágrimas, com tanta dedicação.
Um dia, eu também sei que este escudo que tenho vindo a criar contra o mundo, me vai rebentar mesmo à frente dos olhos, e aí, eu sei que tudo vai desabar, que o mundo vai acabar por me explodir aos pés mais uma vez.
Talvez no dia seguinte, esse mesmo escudo se recomponha, ou talvez se quebre para sempre.

Ou até talvez nunca serei um super-homem.

Já lá foi


Nunca mais pensei em ti, sabes?
E ontem ao tocar no teu nome lembrei-me que já nem me lembrava de ti.
Percebi que já não sabia o teu telefone de cor, e que ja nem sabia o teu nome completo.
Lembrei-me que já não me lembrava da tua cara, nem dos traços específicos das tuas expressões.
Já não sei as tuas manias, nem os teus vícios.
Não me recordo de ti, nem da maneira como falas.
Não sei o tom da tua voz, nem me lembro de tudo o que passamos juntos.
Como me habituei a ti, desabituei-me.
Não foi fácil, mas também ninguém disse que o era.
Ao principio custou, mas depois acabei por me habituar.
Por isso, hoje acredito que é tudo uma questão de hábito, ou da falta dele.
Foi difícil arranjar qualquer coisa que substitui-se a falta que tu me fazias. Agarrava-me a qualquer coisa para nem ter tempo de pensar em ti.
Ocupei o meu pensamento com tantas coisas, só para não ter de me lembrar de tudo que passei contigo.
Refugiei-me na musica, ouvia dia e noite para tentar apaziguar a dor.
Fiz tudo e no fim percebi que não tinha feito quase nada.
Há coisas que só o tempo leva.
E hoje sinto-me livre.
Ainda te sinto em mim, isso é verdade.
Acho que te vou sentir sempre, mas percebi que as coisas importantes não se perdem assim.
Não preciso de te ver para me lembrar de ti.
Não preciso de chorar para manter a nossa história no meu pensamento.
Não preciso de te abraçar para recordar de como cheiras bem.
Não preciso de te olhar para saber que nunca nos vamos esquecer.
Tu habituaste-me assim. Mas doeu, doeu muito.
Doeu no inicio, durante, e agora de vez em quando ainda dói.
Mas é uma coisa muito escassa. Não é dor daquela que fere, daquela que nos tira a respiração e nos magoa por dentro. É a dor que o tempo deixa, a dor das saudades e do que não foi e podia ter sido.
Agora é diferente. Não te tenho raiva, apenas pena do rumo que as coisas tomaram.

Um destes dias ? Talvez


Um dia, escreverei uma história.
Uma história pura e dura.
Com personagens, cenários e artimanhas de todos os tipos.
Domarei todos os medos e segredos que me dominam, e irei expor ao mundo tudo aquilo que merece ser despido.
Um dia, contarei a minha história, a quem a merecer saber.
Pedirei desculpa a quem tenho de pedir, perdoarei quem tenho a perdoar, e julgarei o condenado que puxou a corda para que me enforcasse na minha própria razão.
Os corpos serão despidos, e os corações sem alma, serão mortos.
Quando a coragem se apoderar de mim, irei matar cada pessoa, uma a uma, da maneira que cada uma merecer, por todo o mal que me proporcionou até hoje.
Não desejo a morte a nenhum mortal que esteja destinado a ela, mas hoje, quero apenas salientar, que também não desejo a ninguém a felicidade que me roubam a cada dia que a tento manter na minha mão.
Mas ela foge. É arrancada de mim com armas invisivéis, mas que ferem, mais do que qualquer tiro à queima-roupa que acerte em cheio no coração.

Tempo , muito tempo


Tantos meses depois e ainda cá estás, no meu coração.
Incrível , não é ?
Tantos meses se desenrolaram a uma velocidade incrível e tudo mudou.
Eu mudei, tu mudaste, a minha vida mudou e a tua também.
É a lei do tempo, contra ela nada posso fazer.
Posso apenas esperar. Esperar que um dia te vás embora do meu coração que durante estes meses todos foram a tua casa sem tu saberes.
Tenho saudades tuas, mas hoje não me apetece chorar.
Hoje acho que consigo sorrir, ou talvez não.
Talvez a lágrima esteja a cair no poço do meu coração.
Talvez nem a sinta, ou se calhar durante a noite a tua ausência faça estragos outra vez.
''Ontem'' incentivaram-me a lutar por ti, visto que ainda te amo muito e que ainda estás muito presente naquilo que é meu, mas contrapus-me a isso.
A minha vez na tua vida já passou.
Não a soube aproveitar, e tu também não.
É como te digo tantas e tantas vezes no silêncio das minhas palavras: foste um grande amor na minha história, mas não fomos feitos um para o outro.
Hoje, já sei que não.
E hoje até já consigo aceitar que nunca mais seremos felizes juntos.
Resta-me esperar que o tempo me dê a mão, não é ?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

exigir? é demais


Estamos sempre á procura do amor perfeito,aquele amor que nos tira do chão e que nos faz suspirar.
Aquela pessoa que te faz passar noites em claro de tanto sonhar.
Mas é nessa altura que vem o destino e nos dá o que tanto pedimos.
E acabamos por não saber aproveitar porque queremos sempre mais, nunca estamos satisfeitos.
Aliás estamos a espera que as pessoas sejam perfeitas.
Afinal esquecemo-nos do amor verdadeiro que é incondicional, não se vê defeitos.
Então passamos a vida a reclamar e a dizer que o amor é complicado quando colocamos barreiras e exigências.
Então sofremos com a solidão despropositada.
O amor naão é complicado exigir perfeição é que complica o amor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

despedir?


Podes-me mentir só por hoje e voltar para mim.
Voltar para mim por meras horas, enquanto este dia não acabar.
Afinal é dia das mentiras e ninguém pode levar a peito, não é ?
Então hoje podias. Podias voltar para mim e novamente dizer que me amas.
Podias levar-me ao nosso sítio e reviver dias o que foram nossos.
Não escondo a vontade que tenho de te ter só por horas, por isso hoje mente-me. Mente-me, eu deixo, e volta para mim.
Beija-me como se não houvesse amanhã e despede-te de mim para sempre.
Vá lá amor, só por hoje. Vamos percorrer o mundo em três horas que ainda nos restam e depois podemos desaparecer por completo.
Não me importo que depois retornes à tua nova vida, mas volta.
Dá-me o céu mais uma vez. Colhe as estrelas do céu e dá-mas outra vez. Abraça-me pela última vez e depois podes ir embora.
Agora por favor, não te esqueças de te despedir.
Sim amor, já podes ir. Boa sorte, mas não te esqueças que te amo.



Nunca mais


Não! Não vou nunca mais lutar por ti, nunca mais.
Continuo a guardar-te encarecidamente no meu coração com as mais bonitas recordações que te tenho, mas nunca mais irei dar um passo para caminhar atrás de ti.
Ando à tempos e tempos a carregar uma dor enorme dentro do peito, a sentir saudade assassina no coração e um desejo enorme de te ter.
Nunca ouviste as minhas preces, nem nunca quiseste saber da minha vida depois de teres partido.
Recusaste-me o que mais te pedi e nunca te preocupaste como seriam os meus dias sem ti.
Passaste de tudo a nada em tempos pequenos que sei de cor, tal como os grandes que me deste em dias que o sol andava à espreita.
Tenho saudades desses dias e do que neles me deste, mas hoje encaro este sentimento saudoso como uma marca tua que guardo no peito.
A vontade de te ter perdeu-se algures nos momentos amargos que me deste quando proferiste palavras magoadas.
Tal como não esqueço cada momentos brilhante que vivemos juntos, também não apago da memória todo o mal que me tentaste fazer ao mentires-me da maneira que o fizeste. Hoje sei que mentiste, porque sei que me amaste.
Se não me amasses não me davas tantos olhares perdidos e a tentação de beijares os meus olhos com os teus não te dominava. Sei que gostas de me sentir o fundo da íris, da mesma forma que gosto de te olhar devagarinho e discretamente, cada vez que passas de rompante nas estradas que nos fazem encontrar.
E é por isso que agora já consigo aceitar o meu papel na tua vida, que hoje sei que afinal teve mais importância do que aquela que eu pensava.
Porém, a nossa história ficou escrita nuns dias da minha vida e já não voltam mais, nunca mais, mesmo que hoje, agora, te ajoelhasses a meus pés e me pedisses encarecidamente para voltarmos a vivê-los.


Guarda apenas a certeza que marcaste a minha vida, como uma tatuagem.

Amor ?


E vivi.
Mas nunca ninguém conseguirá entender tudo aquilo que me prendeu a ti durante muito tempo. Talvez seja impossível de explicar por ter sido tão única e por ter um significado irreversível no meu dicionário.
Sabes bem que o meu amor por ti preencheu-me os dias vazios e as noites cheias de nadas em que a lua ficou a dormitar, à espera que fosses tu que me viesses iluminar os sonhos e a minha realidade, que nunca me chegou as mãos.
Podes achar estranho, mas agora é para mim complicado falar de ti, porque me fizeste tão bem.
O bom tem um grande peso em mim, porque simboliza os melhores dias de toda a minha vida até hoje, mas o mau também tem um peso exorbitante, bem maior do que a força da gravidade e do amor que nos uniu.
Vivi um grande amor contigo e disso não duvido, da mesma forma que nunca devias duvidar também, mas duvidas que eu sei.
Porém, quando te apareço diante dos olhos, eu sinto que ficas a pensar a mim, nos momentos bons e maus que te dei. Talvez esteja errado, mas a probabilidade de estar certo, nunca se apagará visto que foi apenas isso que a minha esperança eternizou antes de morrer.
Quase toda a gente - digo quase pois nem todas as pessoas são dotadas da capacidade de amar assim - tem o hábito de dizer que um amor de verdade nunca se esquece nem se apaga, e só contigo consegui finalmente alcançar a certeza que esta afirmação não poderia estar mais correto.
E é por isso que quando me sento aqui, nesta cadeira, só sei escrever para ti, porque a coragem de não te esquecer nunca me abandona.
Ainda ontem ouvi uma boca dizer que "quando se ama, a coragem não dói" , e acredita que sendo assim, nenhuma dor me consegue domar.

domingo, 13 de novembro de 2011

Agora ?


Agora ?
É apodrecer nas ruas, suor das mãos amigas, na pele dos espelhos.
Desespero sorrido, carne de sonho público montras enfeitadas de olhos.
Mas apodrecer!
Bolor a fingir de lua, árvores esquecidas no principio do mundo.
''Como estás?Estas bem?'' o telefone não toca.
Devorador de astros.
Sim apodrecer de pé é mecanico, a rolar pelo mundo nessa bola de vidro, já sem olhos para aguçar peitos e o sol a nascer todos os dias no emprego burucrático de dar razão aos relogios, cada vez maias necessarios para as certidões de uma morte exacta.
As mãos, o frio, as palpebras, o cabelo, a morte, as bandeiras, as lágrimas, a república, o sexo.
Mas apodrecer e sujar estrelas.

Feliz eu ?


Sou feliz?
Não sei responder.
É segredo? Quem sabe.
Se dissesse ficavas a saber.
Perdia o sentido e a piada.
E a tristeza? Essa não passa.

És feliz? ou não queres dizer?
Dizes que sim com a cabeça mas os teus olhos dizem outra coisa.
Também não tens a certeza? Ficamos em que?
Fiquei sem saber e perceber nada!

Sou feliz? A ver vamos.
Encolheste os ombros, não queres saber.
Se eu morresse de tristeza não tinhas pena ?

Não chores assim.
Choras por mim ou por ti ?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

saudade


Sinto saudades, mas não é de alguém ou de algo, sinto saudades de um tempo que ficou perdido em algum lugar do passado, e que não tem lugar no presente.
Durmo com pensamentos que já partiram, acordo com pensamentos de que nunca mais voltaram.
Aquele tempo que passou sem que eu tenha percebido e hoje reivindica o seu lugar na minha memoria e coração.
A dor da saudade castiga a minha alma afundando-me em lembranças incertas e difusas que não tem um começo nem um fim apenas vagueia no espaço da minha mente.
O meu coração retrai-se com essas lembranças sem face, sem vida e há muito perdidas.


fim


Agora percebo porque tenho tantas saudades tuas, ou melhor nossas.
Porque as lembranças que tenho, aquelas que me doem mas que também me fazem parar para sorrir, deixam saudade, e segundo a grande fadista, se sinto saudade é porque não é vulgar.
Que não eras vulgar, já eu me tinha apercebido, a partir do momento em que bateste á porta e pediste para entrar no meu coração.
Como já te disse, fizeste o pior, mas também soubeste fazer o melhor.
E é por isso que te destacas.
Pelo tudo que me deste, pela confiança que me fizeste sentir, pela auto-estima que subiste, quando entraste na minha vida.
Estava a precisar de ti, aqui. Mas hoje estás aí.
E o teu lugar não é o mesmo que o meu. Não respiras o mesmo ar que os meus pulmões e muito menos olhas para as mesmas cores que vejo cada vez que penso em ti.
Não sabes como ouvir alguém , quando na verdade é o melhor que sei fazer.
Não sabes o que é viver por e para alguém, enquanto foi assim que eu vivi contigo.
Somos completamente os opostos um dum outro.
Não, não venho com as tretas que os opostos se atraem, porque isso é mesmo uma treta.
Se as coisas têm que acontecer, acontecem e não é com mito (se é que se pode chamar assim) criado pelo povo que os acontecimentos se justificam.
Se aconteceu é porque nos conseguimos encaixar por pequeninos instantes, é porque conseguiste entrar dentro de mim e roubar a chave do meu coração.
Se aconteceu é porque houve amor, porque se o mesmo faltasse, tenho a certeza que a esta hora o meu coração não palpitava por saudade e muito menos chamaria por ti, como já chamou.
Mas a vida continua, sendo tu apenas um anexo para a manter de pé.

vida com porques


A minha vida está feita de porquês, e eu não sei o porque disso acontecer.
Começamos por alguns dos porquês:
Não sei mas porque e que eu continuo a pensar em ti todas as noites?
Porque e que continuo a guardar a pulseira que um dia tu me disseste para deitar ao lixo?
Não percebo esta vida, tento perceber mas ela é mais complicada que o complicado ou serei eu a complica-la?
Procuro respostas para as minhas perguntas e não encontro, passo pela praia onde um dia estivemos e até o mar faz silêncio, a areia já nem se sente, parece que tudo o que era vivo em nós morreu, em nós digo eu sempre pareceu que foi em mim.
Sempre pensei que ias guardar as memórias boas que sempre juramos guardar e eu guardei, mas tu não.
Procuro a resposta a qual não encontro, e essa pergunta é o porque?
Porque é que tudo que começa tem um fim? Porque daquela maneira? Porque me trataste assim?
Trago comigo a recordação de cada passo, de cada queda, de cada sorriso, de cada amostra do que não sentias por mim a frente das pessoas mas também trago comigo o que parecias sentir quando só estavas comigo.
Sei que passado este tempo te arrependes de tudo e de mais alguma coisa, mas eu não, não me arrependo porque lá no fundo isso fez-me crescer, fez me sentir muita coisa e ver que estou vivo.
Magoou-me muita coisa, magoei te também sei disso.
A realidade e muito diferente do mundo em que nós imaginamos estar.
Sofrer vai mais além daquilo o que a própria palavra diz e significa, vai para além de um só sofrimento.
E o amor? Será que existe mesmo? É que depois disto tudo fico com a sensação que o que existe é uma ilusão de óptica onde o mundo não acredita no que a realidade mostra, que não acredita no que é o sentimento!
Perdemo-nos no meio de um fundo de um mar que não tem água, perdemo-nos num chão sem pedra.
Olhamos para um sol que não brilha, para umas estrelas apagadas e é aí que começamos a reparar que a vida nos esta a cair das mão, onde o coração perde o controlo, onde começas a perder a noção do que perdes e ganhas, onde já nem distingues o bom do mau e acreditas na pessoa que mais te engana.
Falando de amor, o que é o amor?
É contigo e com uma pessoa que passas bom momentos e que gostas dela?
Não o amor não é isso, mas o amor não se percebe, não se consegue de olhos fechados alias nem com eles abertos.
O amor engana e um sentimento cego e surdo, não te deixa ouvir nada nem ninguém no fim das contas vês que devias ter dado ouvidos a essas pessoas porque alias são essas que gostam de ti e não esse amor que te deixa louco (a).
O fogo quando se apaga nas cinzas deixa o calor, deixa a magoa, deixa a recordação.
Não vale a pensa chorar, não vale a pena fazer promessas.
Ainda penso em ti e isso é verdade, mas só mesmo um estúpido como eu o pode fazer.
Ainda pego na pulseira e relembro com lágrimas nos olhos o que passamos juntos na presença dessa pulseira, na presença de qualquer coisa!
Foi lindo e disso não posso duvidar, foi lindo e mau, só nos fez mal , foi um amor doentio onde nenhum dos dois no final se controlou, mas eu não posso queixar não fui eu que continuei a perseguir-te, não fui eu que vivi no passado e aceitei a separação porque alias foi o que já devíamos ter feito.
A cada canto do meu quarto tenho alguma coisa que me faz lembrar de ti, em cada canto da casa, as palavras se as vezes se soltam e que eras tu que as dizias.
As fotografias que ainda tenho gravadas em cd e que eram sempre os nossos momentos.
Lembro-me da nossa primeira fotografia e lembro me da ultima, lembro me da primeira palavra dada e da ultima trocada.
Mas relembrando tudo eu choro, sim choro porque fui o mais parvo, o mais apaixonado e o mais ignorado.
Agora que lembro isto tudo que escrevi sinto-me a pessoa mais ignorante em relação ao amor em relação a ti e a nós.
Toda a gente viu que não era isto que eu devia fazer nem sentir e tu mostravas o contrário, mostravas me que eras diferente das outras mas não passavas de uma reles como tantas que passaram pela minha cama, mas ao menos essas reles eram honestas e so queriam fama e comer.
Quando penso no quanto lutei e chorei por ti, faz me vontade de rir isso faz me cossegas á alma realmente agora só me posso rir.
Desde um momento para cá que sei o que é sofrer por amor, não é bom estar com uma pessoa na cabeça como eu estava contigo, a cada dia que passava só te queria ver, ouvir a tua voz ter-te a meu lado, mas para que essa ilusão?
Depois destas sensações e sentimentos comecei a ver que o que tu querias tinhas, ter-te livrado e vingado de mim á tua maneira e nisso posso dar-te os parabéns fizeste um bom trabalho.
Mas até por isso te agradeço, vi o que eras aquela pessoa que eu nunca tinha conhecido, e agora vejo que nunca valeu a pena cada lágrima dada por mim por ti, cada dia sem fazer nada só a pensar em ti, ignorar toda a gente so porque te queria a ti porque no fundo era isso que tu querias que eu sofresse que eu passa-se os meus dias a chorar por ti e secalhar quem sabe que te fosse voltara implorar para voltares para mim.
Esse Ricardo que sofreu não era eu, e eu renasci graças a ti sim , porque me fizeste ver que eu tinha de voltar a ser eu, não por ti mas sim por mim e pelos meus amigos, pela minha vida em principio.
Não tenho moral para falar de ti, porque também não fui muito correcto contigo mas nem a comparação entre os dois.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


Nem tudo vem como pensávamos, nem tudo é como queríamos, eu no meu entender consegui mais do que imaginava, mas ele nunca aparece quando quero, somente quando não preciso dele.
É complicado saber que nem sempre ele está disponível para mim, pois no meu entender quando vem é somente para dizer-me: - Olha vou te encher, seja de alegria, seja de tristeza, mas vou aqui entrar, preencher todo o seu ser, deixar-te às vezes louco, às vezes calmo, mais estarei para penetrar e transformar.

Transforma tanto, que penso que vou enlouquecer quando ela surge do nada, somente penetra nas profundezas do meu corpo, lugares que nenhum outra ousou entrar, ou melhor, nunca conseguiu entrar, mas quando eu já me acostumava à idéia de tê-la comigo, ela desaparece, vai embora e deixa comigo lágrimas e dor.
Já tentei não deixá-la mais entrar por entre as minhas portas, porém é algo que não sei decifrar, ela conhece todos os meus sonhos, planos mais escondidos, defeitos e qualidades por mais que ninguém saiba decifrar, ela decifra e usa ao seu favor.

Hoje sentados aqui a pensar, entre lágrimas e músicas, livros que já se tornaram velhos e já não são somente letras mortas, são parte de mim, penso como poderei me precaver, como poderei impedir que ela chegue novamente como quem não quer nada, na verdade ela nem avisa que vai chegar.
Somente chega, envolve-me, torna-me parte dela.

Aí simplesmente chego à conclusão que não tenho como mandar no meu próprio coração e como das outras vezes, ela vem de mansinho, só que nessa vez ousa a falar como Caio poderia dizer olhando nos meus olhos, com aquele olhar profundo de quem sabe conhecer nossa alma;

“Não meu bem, não adianta bancar o distante: Lá vem o amor nos dilacerar de novo.”..

Dizem que o amor pode ser uma dádiva mas também uma perdição, se é uma estrada sem rumo e com buracos isso não é amor.
O amor mesmo que venha com uma carga de ciúme quem é que não sente um pouco por quem ama, sejam irmãos, amigos, pais e claro a pessoa que o teu coração escolheu? Mas tudo tem que vir de uma maneira equilibrada, o amor é algo para se sentir por completo e sem medo.
Eu torço para encontrar um amor que me faça do ar sair e claro muitas cores ver e sentir, mas isso não é algo que só depende de nós, ahh se isso dependesse só da nossa vontade, os caminhos seriam tão leves e bonitos, mas isso depende também de outro coração.
Eu já não espero já encontrei esse coração que manda no meu, sim manda porque o faz bater de uma maneira tão intença que não dá para explicar o que este amor é, só sei que o quero viver intensamente a cada dia que passa e esquecer caminhos escuros que certos amores vícios já fizeram a dor no meu peito morar.

Não sei se saudades tem cor.
Dizem que sim
O que eu sei é que ela tem forma, tem gosto.
Tem cheiro e peso também.
E, acreditem, ela tem asas!
Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes?

E sei ainda que ela se agiganta quando mais a tentamos diminuír.

Sei que ela dói de dor intensa e sem remédios para abrandar a dor
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas para nós.
Porque quando amamos alguém a saudades já chega por antecipação, sorrateira disfarçada de algo que não conseguimos decifrar.

É aquela dor fininha de não sei o que, a angústia parva que nos invade só de imaginar
a separação e ficamos sem saber o que fazer nem como reagir.

Mas é assim...
É uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar mas é quase palpável

É amor disfarçado de muita coisa
São emoções guardadas bem lá no fundo
Saudades... Do que foi e do que vai ser

Saudades
Que nos acompanha para diminuir a solidão
E que nos mostra, sobretudo que estamos vivos.

Aprendi ainda que saudades não matam.
É só quase nós pensamos que vamos morrer mas sobrivemos sempre


Porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa
Que chamamos de esperança
Que nos ajuda a caminhar
Porque saudades, como o amor, não é cega
As Saudades? vêêm mais além.

Eu não sei por onde começar, mas tudo tem que ter um inicio né?
Então vamos aqui começar algo que para mim já está acabado, eu chamo-me sonho e fui destruído por algo chamado desilusão, que chegou de mansinho e tomou todo meu caminho, será que um dia posso voltar a ser eu mesmo?
Isso não sei só o meu amigo tempo poderá dizer-me se algum dia poderei sonhar novamente em ser, alguém que todos podem acreditar que um dia vai realizar.
Mas ela sempre me poderá agarrar, mesmo que eu me esconda à desilusão ela vai me tentar encontrar, mas isso só acontece quando as pessoas que me conhecem permitirem, se não, fico ali sendo guardado e alimentado até adquirir corpo e ser realizado. Pode levar pouco tempo, quanto pode demorar muito para isso acontecer, mas sempre acontece, eu sempre cresço e me torno real.
Um coração que se apaixona, um projeto concretizado, posso encarar várias formas e todas elas tem um significado muito importante, pois todos são algo meu, um pedaço do meu espírito.
Então para que não seja pego por algo que pode me tornar um nada perante o meu caminho, preciso sim ficar vivo no coração daqueles que me dão vida, e cada vez que eles me aconchegam perto deles torno-me forte e não dou lugar a nenhuma desilusão e ela fica somente no pensamento dos que não sabem que sonhos se realizam.

miss you S:


A saudade, tudo que eu sinto de alguns, amigos que o tempo me fez me perder e alguns que se perderam de mim.
Porem essa saudade é somente algo que mostra que essas pessoas nos marcou de uma forma ou outra e que essa marca ficará em nós até que novamente o vento da vida nos faça novamente abraçar.

limites??